"Música só se faz buscando a excelência"
Por Evanize Sydow
Gil Jardim é
dessas figuras raras da música clássica. E o adjetivo vem porque ele transita
por árias, sonatas e óperas
com a mesma destreza com que caminha pelas composições e arranjos de discos de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Naná Vasconcelos,
Ivan Lins, Leila Pinheiro e
outros grandes da música popular brasileira. Mas a sua linha, na verdade, é a Third
Stream, do musicólogo americano Gunther Schuller, que trabalha a música moderna erudita com elementos da
música étnica. Nascido na cidade paulista de
Ourinhos, casado com a publicitária
Annelise Godoy e pai de dois garotos, um deles afilhado de Milton Nascimento, o
regente da Orquestra de Câmara da USP colocou com seu trabalho, nos últimos
dois anos, o conjunto entre os dez melhores do País. Arranjador, compositor e
flautista, Gil Jardim e sua batuta já estiveram à frente de conjuntos como a Royal
Philharmonic Orchestra, de Londres, a
Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra, de Nova York, a Jazz Sinfônica,
de São Paulo, além de ter fundado a Philarmonia Brasileira, realizando belos espetáculos com
nomes como Egberto Gismonti, artista com quem vem trabalhando desde 1984. Os quase 20 anos como professor do Departamento de Música da
Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo) não
tiraram dele a sensibilidade ao tratar seus músicos. Como um pai carinhoso
faria com seu filho. Ele mesmo diz: "Quando preciso dizer alguma coisa mais
séria para os músicos, faço como com os meus filhos: converso". É sobre
este jovem maestro de 40 e poucos anos que você vai saber mais nesta entrevista
concedida a Página da Música. Aproveite!
Página da Música - Como foi a sua formação musical, a sua entrada para a música?
Gil Jardim - Eu nasci em Ourinhos, estado de São Paulo. Meus pais são pessoas muito simples. Na época, meu pai, com essa coisa de gostar de música sertaneja, me colocou para aprender acordeon. Eu tinha sete anos. Comecei a aprender acordeon e fiz o conservatório. Só que no percurso do conservatório acabei fazendo reduções de peças de Beethoven, Brahms, de O Guarani (ópera de Carlos Gomes) no acordeon. Era muito engraçado. Com 16 anos estava formado. Foi a primeira vez que vim a São Paulo para receber o Prêmio Governador do Estado, porque nessa época eu já fazia os concertos tocando música erudita no acordeon. É claro que tocava muita música popular, porque meus pais eram muito humildes, minha família toda "da roça", quantos arrasta-pés... mas o meu baile nunca durava mais do que três ou quatro músicas porque depois eu já tocava um Bach também (risos). Fui impulsionado por esse gosto do meu pai pela música. Ele toca um pouquinho de acordeon também, toca pandeiro muito bem. Eu tive um começo muito brasileiro. O fato é que com 16 para 17 anos vim para São Paulo. O meu sonho era ser músico. Fiz uma Bienal em 74 aqui na universidade (Universidade de São Paulo) e em 77 ingressei na USP como aluno para fazer o curso de regência. Estando em São Paulo, comecei a estudar flauta transversal. A flauta passou a ser o meu instrumento. Toquei em orquestra, com Neschling (John Neschling, regente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e muitos amigos que hoje tocam em várias orquestras daqui, na Estadual Juvenil da época. Me profissionalizei em música com a flauta. Enquanto fazia aqui a escola, criei um grupo chamado Papavento, que era um quinteto – quatro sopros e um contrabaixo. Esse Papavento começou tocando arranjos que nós mesmos escrevíamos. Depois de um certo tempo, começamos a compor as nossas próprias obras.
PM - Isso foi em que período?
GJ - O Papavento foi de 79/80 a 86, mais ou menos. Em 84, Egberto (Gismonti) nos ouviu, ficou apaixonado e produziu um disco. A partir daí, a gente já fez algumas coisas com o próprio Egberto e começaram muitas parcerias e muitos contatos profissionais. A música erudita e a música popular sempre andaram muito paralelas, sempre foram mundos que eu desfrutei. Na erudita um pouco mais através da universidade. Por outro lado, eu terminei o curso de bacharelado em regência na universidade em 83. Em 84, pelos trabalhos que eu vinha desenvolvendo, fui convidado a ingressar na universidade como docente. Com apenas 24 anos, já comecei a dar aulas aqui. Portanto, são quase 20 anos.
PM - São quase 20 anos. Eu gostaria que o sr. fizesse um balanço desses quase 20 anos para o desenvolvimento do Departamento de Música da USP.
GJ - Quando entrei no Departamento, eu era menor e tinha um grupo de professores extremamente bom e que imprimia um conceito muito forte. Você poderia concordar ou discordar das posições deles. Na minha época eram Gilberto Mendes, o maestro (Olivier) Toni, que foi o meu grande mestre nesse tempo todo, foi de quem eu aprendi muito. Quando entrei, em 77, o Departamento se resumia a duas salas na ECA, depois veio para cá, esse prédio imenso, com muitas salas. Hoje, esse prédio aqui já é bem pequeno para a atividade que existe. O Departamento se desenvolveu em termos de maior número de alunos e professores e vamos dizer que a coisa virou um pouco mais convencional, no sentido mais amplo da palavra. A minha turma tinha Lídia Bazarian, Silvio Ferraz, compositor famoso hoje em dia, Nelson Ayres, várias pessoas que já viviam profissionalmente de música. Eu fiz parte da primeira turma que entrou aqui nesse departamento através do exame específico para música. Antes disso, nem existia ainda. Entrava-se na Escola de Comunicações e faziam dois anos de básico. No terceiro ou quarto ano o aluno vinha pra cá sem saber música, exatamente. Estou aqui há 18 anos, mas nesses dois últimos anos é que estou mais plenamente aqui, na direção da orquestra, dos ensaios da orquestra e decidi isso na minha vida. Digo isso porque, antes, quando eu só dava as minhas aulas, vivia a minha vida profissional fora e aqui a minha vida voltada à docência. Tanto é que acabei desenvolvendo muito os trabalhos da área da música popular por ter uma certa disponibilidade para isso. Nesse tempo todo, fiz trabalhos com Milton Nascimento, por exemplo, cheguei a escrever arranjos, discos com a Jazz Sinfônica, dirigi toda uma turnê nacional do Milton com a Philarmonia Brasileira, estive com o Milton com a Royal Philharmonic em Londres, estive com o Milton em Nova York, com a Brooklyn Academy of Music, no México e tantos lugares... Acabei me envolvendo. Com o Egberto, já são dezenas e dezenas de concertos que fazemos, tanto no Brasil quanto fora e temos planos futuros importantes. Esse outro parceiro que é Naná Vasconcelos: temos um trabalho que é musical, dele como percussionista e eu como arranjador, compositor, regente e um trabalho com crianças, que é o ABC Musical. O próximo programa (ABC Musical) que a OCAM (Orquestra de Câmara da USP) faz tem dois concertos que têm o Naná solista, porém tem, se Deus quiser – dia 13 de outubro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo –, o ABC Musical com 120 crianças. O ABC é um projeto que já fiz com o Naná no Teatro Castro Alves, em Salvador, em Recife, aqui...
PM - De onde vêm essas crianças?
GJ - Normalmente, da periferia. Trabalhamos com 4 ou 5 escolas da periferia, com centenas de crianças, das quais vêm representantes e formam um grande coro para o espetáculo. Essa coisa desse espetáculo vem com outro projeto paralelo que a OCAM desenvolve nessa administração: Música e Vida. Nós temos um projeto no qual vamos até os hospitais – uma parte da orquestra porque nunca cabe toda ela –, pelos andares, a meninada se divide e vai até os leitos das crianças, tocam as músicas que as crianças querem... Um projeto junto com a Sociedade de Pediatria de São Paulo. Depois juntamos todas as crianças, que vêm descendo pelos andares e fazemos um momento musical com eles muito bonito.
PM - Acontece de quanto em quanto tempo?
GJ - Todo mês. Fizemos no Hospital das Clínicas, Instituto da Criança, Menino Jesus e outros vários. Agora temos a Faculdade Paulista de Medicina, depois o Hospital do Mandaqui.
PM - A Orquestra de Câmara foi criada em 1996?
GJ - Pelo próprio maestro Toni. Na minha época de aluno, já existia aqui uma orquestra de alunos que fizemos com o maestro Toni. No final do meu curso fui assistente dele nessa orquestra que existia. Houve uma entressafra de cordas. Os alunos de cordas que tocavam nessa orquestra se formaram e não existiam outros. Passaram-se quatro ou cinco anos sem uma orquestra no departamento porque houve uma entressafra de cordas. O maestro Toni, então, criou essa orquestra com seu próprio esforço e há apenas dois anos foi que eu assumi a direção artística e transformei a orquestra, que era menor. Antes a orquestra saía pouco, fazia menos concertos do que essa de hoje. Na verdade, para entender o mercado da música tem dois níveis: o mercado acadêmico e o mercado de fato. Eu ouvi isso de um colega tempos atrás. O mercado acadêmico é o que subvenciona a música erudita, que é o próprio Estado, se é que isso pode ser chamado de mercado. E o de fato da livre iniciativa é a música popular, o show business, que visa produto de alguma forma – e você pode ter ótimos produtos, assim como produtos muito ruins. Eu assumi essa orquestra e transformei o seu conceito. Imediatamente, de 18 ela passou a ter mais músicos. Temos hoje 36 músicos e a tendência é que ela passe a uns 45 rapidamente, ou mais, para que a gente possa cobrir um espaço de repertório maior da história. É uma orquestra de câmara grande. Rapidamente, trouxemos um patrocínio do Banespa-Santander. Esse ano todo estamos vivendo do patrocínio e agora estamos na fase de renegociação desse patrocínio. Esperamos conquistar um contrato melhor porque fizemos para tanto. A orquestra faz 11 programas por ano, repetindo três ou quatro récitas de cada programa e acabamos fazendo quase 40 concertos no ano. Fazemos concertos dentro da universidade, no Anfiteatro Camargo Guarnieri, e periodicamente no Theatro São Pedro. Por outro lado, viajamos muito. Fazemos em campus da USP mais afastados, como Ribeirão Preto, São Carlos, vamos fazer Piracicaba, já fizemos o festival de Ourinhos, fomos a Piedade... A orquestra tem um projeto artístico. O projeto artístico deste ano trouxe de diferencial do ano passado a presença de solistas profissionais.
PM - Quem já tocou com vocês?
GJ - O Gilberto Tinetti fez o último programa de junho, a 7ª Sinfonia de Beethoven, Marcello Jaffé e (Luís Afonso) Montanha fizeram Max Bruch com a gente, viola e clarinete, agora quem está tocando com a gente é Nahim Marun, depois vem um projeto com crianças e o Naná Vasconcelos e depois vem nada menos que Cláudio Cruz e Alceu Reis, que são spallas da Osesp, tocando com a gente Brahms. A coisa é séria e eu ponho essa meninada pra correr. Essa meninada vai tocando e a orquestra está crescendo, indo além, indo a passos largos.
PM
- Ela está entre as dez?
GJ - Está. Isso foi colocado numa matéria da Veja, com seis meses de minha administração. Foi colocada entre as dez orquestras boas para se assistir na cidade. Esse ano foi matéria de capa do Caderno 2 do jornal O Estado de S.Paulo, nos colocando junto com a Osesp. Acho que é merecido porque estamos fazendo um trabalho muito sério.
PM - Nessa história toda que o sr. está contando me parece que tem um paralelo com a própria história da Osesp.
GJ - Tem, sim. De alguma forma, existe um paralelo. Eu tenho uma boa relação com o Neschling. O fato é que não dá para fazer música se não for buscando a excelência e é meu objetivo fazer com que a orquestra de câmara da universidade se torne, realmente, uma referência. Eu gostaria de ter na universidade uma orquestra que se comparasse a uma orquestra de câmara da Juiliard School, uma orquestra búlgara jovem... Eu falo de orquestra universitária porque é realmente um degrau a mais das orquestras jovens. Numa orquestra universitária, para o músico, o próximo passo depois de passar pela universidade seria se profissionalizar. Então, aqui você tem que ter uma exigência de que os músicos toquem igual ou melhor do que os próprios profissionais.
PM - Eu entrevistei o professor Marco Antônio da Silva Ramos sobre o Coral do Departamento de Música e ele até citou a Orquesra de Câmara da USP meio como um trabalho paralelo entre vocês. Parece que isso faz parte de um projeto conjunto.
GJ - Eu diria que, como são especificidades afeitas a uma programação muito individualizada, os trabalhos caminham paralelamente. Ele com a questão coral e eu com a instrumental. Fizemos, há um ano e meio, uma missa de Mozart juntos e agora estamos em fase de estabelecer qual é o programa que faremos em 2003. Devemos fechar em um mês o repertório e o agendamento todo de 2003. São movimentos paralelos muito semelhantes, com certeza.
PM - O sr. falou em cerca de 40 apresentações este ano. Em termos de repertório, o que vocês estão trabalhando?
GJ - Quando vou criar a programação do ano, crio junto com diversos dos músicos, que são meus alunos e acho importante que eles se envolvam. Normalmente, faço uma lista com as premissas que quero cumprir com a programação. Então, a programação toda tende a atender essas premissas. Esse programa que estamos fazendo neste momento, por exemplo, é voltado à escola. Por isso, temos três premissas atendidas: uma do curso de composição, que é um aluno do último ano de composição; o segundo é um aluno de regência que passou por um concurso interno – é o debut do José Roberto de Paula, que vai reger Mozart; a terceira premissa é que nesse concerto também, pela primeira vez, criamos um vínculo com os ex-alunos porque desta escola saem alunos que se tornam profissionais notáveis e a escola não tem um trabalho de memória. Nesse momento, quem faz o concerto com a gente é Nahim Marun, pianista da melhor qualidade e que hoje é professor de piano da Unesp. Ele faz com a orquestra o 2º Concerto de Chopin. Eu sempre chegarei próximo da música popular. Então, dessa vez temos Naná Vasconcelos, que vai fazer um concerto para berimbau e cordas, que é uma coisa que ele fez meio em parceria com o Egberto muitos anos atrás. Egberto escreveu essas cordas com idéias que vinham muito do Naná. É um concerto belíssimo, já fiz diversas vezes com o Naná e outras orquestras, inclusive fora do país. Naná sempre estuda tremendamente aquele berimbau para tocar exatamente todas as vezes, como se fosse um pianista, um fagotista ou flautista. É bárbaro trabalhar com o Naná. E mais uma premissa: um dos concertos que faça alguma coisa de caráter mais popular.
Eu tomo muito cuidado com essa coisa da música popular e da música erudita. Exatamente por já ter trabalhado muito com esses músicos todos, Gilberto Gil, escrevi discos para o Ivan Lins, para Leila Pinheiro, tantos discos que fiz com música popular sempre tentando a melhor qualidade, tanto de concepção dos arranjos quanto da execução musical. O grande problema entre a música erudita e a música popular é que são dialetos distintos, são pronúncias distintas. A música popular e a música erudita se encontram realmente na excelência. Quando você tem grandes músicos, é possível uma aproximação. Quando não tem, normalmente você banaliza as duas. Tornar a música popular eruditizada é feio porque é colocar um fraque e uma gravata borboleta num sujeito tocando cavaquinho e outro tocando pandeiro ou zabumba. Ou mesmo quando você pega um tipo de repertório de música brasileira, como Villa-Lobos, e coloca a escola Vai-Vai fazendo o Choros 10... Eu não acho que seja exatamente o que deve ser. Você acaba banalizando as duas linguagens quando você tenta travestir uma na outra. Tem um sujeito chamado Gunther Schuller, que inventou um termo bárbaro, o Third Stream (Terceira Corrente), do qual sou adepto número um. Como compositor, ando muito por essa linha. Meu balé O Soprador de Vidro, por exemplo, é muito nessa linha, que é a música moderna erudita com elementos da música étnica. Gunther Schuller era um trompista que depois foi presidente de bons institutos de música americanos. Era um sujeito americano de música erudita, porém também era um super musicólogo do jazz, trabalhou muito com Gil Evans, grande parceiro do Miles Davis. Existe uma reflexão e é uma terceira música mesmo, uma terceira corrente porque é a resultante das linguagens. Não é tentar transformar uma ou outra e sim uma terceira que tenha elementos das duas. É diferente. Por mais que a gente possa fazer ligações desse tipo de coisa com um certo nacionalismo que existiu na primeira parte do século, com Villa-Lobos, Manuel De Falla, Ginastera, Sibelius e tantos outros compositores que traziam a música de seu país. Mas o Third Stream se refere a uma música do final do século XX, com linguagem contemporânea e elementos étnicos. Isso é outra coisa. Disso eu gosto extremamente.
PM - Como que os alunos recebem o repertório popular?
GJ - Eles querem fazer o tempo todo. Mas eu, porque tenho esse passado e presente com esses meus amigos de trabalho – que foram meus ídolos e hoje são meus amigos –, tento segurar essa história. O Departamento de Música, até segunda ordem, se envolve com música erudita e mais apropriadamente a música erudita é a música através da qual você pode desenvolver a técnica do seu instrumento. Para estudar violino ou violoncelo você vai estudar Bach, Brahms, Chopin, Mozart, Beethoven, vai aprender os vários estilos e desenvolver sua técnica através disso. É claro que a música popular tem um outro caminho de pensamento. Quando você toca música popular no piano, entra um pouco mais na questão da harmonia, é um outro tipo de dicção. Tenho tantos amigos que são fantásticos músicos e não lêem uma nota. Mas é um outro caso. A música popular propicia esse tipo de coisa. Para fazer dentro de uma universidade, você tem que ter consciência de todas as informações e dominar a técnica cientificamente. Talento é outra história. Você pode ter o seu talento direcionado para qualquer uma das coisas, porém na universidade é preciso ter o compromisso com o conhecimento. Nessa medida é que eu falo que a música erudita e a popular só se encontram na excelência. Uma orquestra de escola precisa almejar a melhor qualidade. Música só se faz buscando a excelência.
PM - Atualmente, quais são os projetos na área de música popular que o sr. está desenvolvendo, fora esse com o Naná?
GJ - Eu tenho um novo balé, que estréia com o Teatro Castro Alves e devo compor no final do ano. Vai ser um grande projeto meu. Deve estrear em maio. Vai se chamar Fatumbi, porque é dedicado a Pierre Verger, antropólogo e fotógrafo francês. Fui convidado pela Fundação Pierre Verger e pelo Governo da Bahia para fazer esse balé. Vou escrever para orquestra e o Naná é uma pessoa importante nesse trabalho meu. Com o Egberto fizemos uma série de concertos e precisamos registrá-lo. Temos o objetivo de gravar dois dos trabalhos importantes do Egberto. Quem sabe isso possa acontecer em 2003 e muito possivelmente acontecerá fora do Brasil, possivelmente Espanha. Eu devo estar envolvido com dois outros musicais. Um deles, fantástico, devo desenvolver com Rubens Veloso, diretor de teatro.
PM - Obrigada pela entrevista.
Orquestra de Câmara da USP
Regente: Gil Jardim
Solista: Naná Vasconcelos
13 de outubro, às 11h
Parque do Ibirapuera (Praça da Paz)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Ibirapuera, São Paulo
Grátis