Evento reúne seresteiros para lembrar 50 anos da morte de Francisco Alves

Por Sérgio Fogaça


   Um dos mais expressivos e importantes músicos brasileiros do século passado, Francisco Alves foi quem mais gravou discos em 78 rpm no Brasil, além de enorme sucesso no rádio. Mesmo assim, seu nome nem sempre é lembrado como deveria. Um grupo remanescente do que foi o Clube da Seresta, no início da década passada, em São Paulo, pretende corrigir esse descaso. Lembrando a morte do cantor e compositor, que assinava Chico Alves, o grupo pretende reunir os admiradores de uma boa seresta nesta quarta-feira, dia 25.

    A iniciativa é do produtor cultural Fernando Szegeri, ele mesmo um freqüentador das reuniões do antigo Clube da Seresta. Na época, Fernando tinha pouco mais de 20 anos, mas já curtia com os veteranos, belos sambas, valsas e fox-trotes. A idéia desse encontro para homenagear Chico Alves é ressuscitar as antigas rodas de seresta e garantir um novo espaço permanente para clássicos da "época de ouro" da música brasileira. Por isso a escolha de um lugar que já abrigou muita tradição e boa música. Trata-se do antigo Café Paris, referência da música popular nos anos 70. Agora será rebatizado provisoriamente de Bar do Tião.

    Durante a homenagem a Chico Alves e a reinauguração no novo espaço, estarão presentes, além de Fernando e seu violão, os músicos Giba, no violão de 7 cordas, Joãozinho, no cavaco, e Tigrão, no pandeiro. Ainda prometem aparecer por lá outros amantes do gênero: músicos e admiradores. Entre as canções do repertório da noite, clássicos inesquecíveis na voz de Franciso Alves como Serra da boa esperança, de Lamartine Babo, Esses moços, de Lupicínio Rodrigues, A voz do violão, de Francisco Alves e Horácio Campos, e Malandrinha, de Freire Jr., entre outras.

 

Chico Alves: meio século de saudade

Dia 25, às 21h

Bar do Tião (antigo Café Paris) – Av. Waldemar Ferreira, 55, Butantã

Tel. (11) 3811-9729

Couvert Artístico: R$ 5,00