"Existe muita gente produzindo coisas legais, mas o que falta é organizar o mercado para essa nova cara da música brasileira"


Por Sérgio Fogaça

 

    O sol da originalidade brilha na maioria das praias que a música brasileira oferece. De uma delas, lá para as bandas de Minas Gerais – uma das de maior extensão – vem Patrícia Ahmaral. Sempre cantando, seja no campo popular ou no erudito, ela anuncia, de mansinho, uma nova fase: a de compositora. Já que falamos de praia, qual será a dela? Seu CD chamado "Ah!" foi produzido por Zeca Baleiro, em 1999. Agora, dia 12 deste mês, ela canta com Rita Ribeiro no projeto Conexão Telemig Celular de Música, em São Paulo. A carreira profissional de Patrícia começou no início dos anos 90, mas ela canta desde os sete anos. Na verdade, como disse uma irmã, "já nasceu cantando". A artista gostava de acompanhar os irmãos nas aulas de catecismo, ainda com dois ou três anos, só para cantar. Sempre participou de coros e musicais até chegar como backing vocal numa banda cover de Raul Seixas, com 22 anos. Hoje, está se formando em canto pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em seu primeiro disco, uma espécie de resumo da carreira até aquela data, interpreta de Zeca Baleiro a Sérgio Sampaio, passando por Beijinho doce e A volta do boêmio, imortalizada na voz de Nelson Gonçalves. Tudo embalado numa linguagem moderna, respeitosa e coerente com o bom gosto. Um trabalho que sabe cruzar criatividade com originalidade. Com mais de dez anos de carreira, Patrícia ainda tem muito a oferecer. Já pensa no próximo disco, mas ainda não arrisca um palpite fechado sobre o repertório: "As coisas que estou compondo são um pouco diferentes das coisas que sempre cantei e gravei. Então, pode ser que tudo vire", comenta. Mas o que já se tem em mãos vale a pena. É ouvir o disco e assistir aos shows. Além de São Paulo, Patrícia se apresentará em outras praças. Conheça melhor a cantora acompanhando a entrevista abaixo, concedida para a seção Perfil da Página da Música.

Página da Música – Patrícia, onde e quando você nasceu?

Patrícia Ahmaral – Nasci em Belo Horizonte, em 1967.

PM – Você vem de família grande?

PA – Sou a mais nova de oito irmãos. Cinco homens e três mulheres.

PM – E a música, quando apareceu? Você teve algum tipo de influência na sua casa?

PA – Minha mãe cantava. Não profissionalmente, mas cantava em coral, em casamento, e em casa ela vivia cantando modinhas ou mesmo música erudita. Então, sempre absorvi isso. Meus irmãos mais velhos também levavam muita música para casa. Meu pai tinha várias coleções de música clássica, erudita e popular também. A MPB da época. Lembro de Nelson Gonçalves, por exemplo. Escutava-se de MPB à ópera. Acho que não tinha o entendimento absoluto de tudo aquilo, mas absorvia de alguma forma.

PM – Isso prova que tudo que acontece ao redor acaba influenciando...

PA – Minha irmã costumava falar que eu já nasci cantando. Eu tinha uns dois ou três anos e tenho memória de que meus irmãos iam para o catecismo e eu ficava louca para ir também, só para cantar. Quando chegava lá, soltava a voz. E depois ainda, quando voltava para casa, ia cantar no ouvido do meu pai (risos). Então isso vem desde criança mesmo. Mas com sete anos minha mãe me colocou numa escola, no Palácio das Artes. É um centro artístico de Belo Horizonte. Tem a Fundação Clóvis Salgado, que engloba o teatro em si, o Palácio das Artes, e tem o Centro de Formação Artística, onde há cursos de música, dança e teatro. Era interdisciplinar, a gente aprendia um pouco de tudo. Minha formação artística começou ali, com sete anos. Eu participava do coral, fazia ópera, tinha aula de expressão corporal, atuava em musicais, aprendia teoria musical. Era um pouco de tudo mesmo.

PM – Depois dessa fase você continuou estudando ou atuando artisticamente?

PA – Depois, já na adolescência, comecei a participar de corais. Também fiz curso de teatro.

PM – E profissionalmente?

PA – Foi quando eu já tinha uns 22 anos, como backing vocal de uma banda.

PM – Qual era a banda?

PA – Foi uma das primeiras bandas cover do Raul Seixas de BH. Chamava-se Ouro de Tolo. Mas eu estava nos vocais, ainda nem imaginava que fosse cantar profissionalmente. Na verdade, sinto que isso fez falta no início. Se a família havia me dado bastante material por um lado, por outro não me deu o direcionamento. Então, acabei fazendo vestibular para jornalismo e cheguei a atuar na área. Isso em Belo Horizonte mesmo, durante uns três anos.

PM – Pelo jeito teve um momento em que você percebeu que a coisa era séria e assumiu cantar profissionalmente.

PA – Em 1993 fiz meu primeiro show solo como cantora. Dividi esse show com a Rossanna Decelso, que hoje é empresária do Zeca Baleiro. Depois, em 1995, larguei meu emprego como jornalista.

PM – Como era o repertório desse primeiro trabalho solo? Você já tinha um certo direcionamento?

PA – Começava a ter. Mas eu ainda estava um pouquinho presa à MPB clássica. Quando digo clássica, me refiro àquele repertório mais tradicional que as cantoras sempre cantavam. Por isso interpretei coisas de Caetano Veloso e outros mais tradicionais. Mas mesmo assim já cantei duas canções de Zeca Baleiro e de outros compositores inéditos, na época. A Rossanna havia me apresentado algumas coisas. Ela já estava mais próxima desse pessoal.

PM – A Rossana então já conhecia o Zeca Baleiro, mesmo estando em BH?

PA – Já conhecia, eram amigos. Ela já acompanhava o trabalho e já produzia alguns shows dele.

PM – Que bom. Você já tinha conexão com uma moçada de outro estado que estava fazendo uma música interessante.

PA – Pois é, tive essa sorte. E, ao mesmo tempo, depois desse show de 1993, fiz uma parceria bem interessante com o Celso Pennini, quando ele passou a fazer os arranjos das músicas para mim. Depois disso acabei formando uma banda fixa. A partir daí fui trabalhando com a mesma moçada, regularmente. Então o trabalho acabou tendo uma direção musical coerente com isso, com essa parceria.

PM – Você sempre atuou como intérprete ou também toca algum instrumento e compõe?

PA – Eu vou tocar, pela primeira vez em São Paulo, uma música minha. É a primeira vez que mostro uma canção minha.

PM – Você já compunha, então?

PA – Não. Eu sempre escrevi muito. Mas nada eu achava que era música. Esse ano as coisas começaram a acontecer de forma diferente. Acho que de tanto conviver com os compositores... Eu também recebo muito material, estou sempre ouvindo muita coisa. Sinto que a gente acaba pegando um pouco do caminho da composição mesmo.

PM – Essa canção que você vai apresentar é música e letra sua?

PA – Nesse caso é. Mas também tenho parcerias.

PM – Como é o nome dessa música que você vai apresentar?

PA – Chama-se Cura.

PM – Mas antes de falar do que você está fazendo agora, vamos falar do primeiro CD. Ele chama-se "Ah!" Como você o concebeu, escolheu repertório etc?

PA – Esse primeiro trabalho foi uma espécie de resumo da carreira, até aquele momento. Eu tinha um repertório que tocava bastante já. Algumas músicas ficaram para trás e outras continuaram até a gravação do CD. Essas entraram para o disco. Algumas músicas, como A volta do boêmio (de Adelino Moreira, imortalizada na voz de Nelson Gonçalves), cantei no meu segundo show, se não estou enganada. Então, é meio que um registro da carreira, até aquele momento.

PM – O CD tem uma conversa bem íntima com os anos 70, se a gente considerar algumas faixas como Fala, de João Ricardo e Luli, Eu quero é botar meu bloco na rua, de Sérgio Sampaio, entre outras, não? Você se identifica mesmo com essa fase da música?

PA – Eu gosto pra caramba. Acho que foi a época em que mais absorvia música. Era quando eu estava começando minha formação musical. Entre a infância e o início da adolescência. Eu vivi isso nos anos 70. Agora, não tem nada intencional, foi muito por acaso. A escolha do repertório é um ato muito espontâneo. E também tem um toque estético que acho que veio muito da colaboração dos músicos mesmo.

PM – A aproximação com o produtor, que foi o Zeca Baleiro, você já até mais ou menos contou, via Rossanna Decelso. Mas, efetivamente, você o convidou para produzir ou aconteceu de forma diferente?

PA – Foi mais ou menos isso. Primeiro que eu já conhecia o trabalho dele. Demorei para conhecer o Zeca pessoalmente, mas já cantava músicas dele. Ao mesmo tempo, ele também foi conhecendo meu trabalho porque a Rossanna mostrava para ele fitas de vídeo de shows e fitas de áudio. Quando falei que estava querendo gravar o CD, ele se ofereceu para dar qualquer tipo de ajuda que eu precisasse. Quando saiu a verba do patrocínio, já que esse CD foi gravado através das leis municipal e estadual de incentivo à cultura daqui, eu liguei para ele e disse: "Está de pé aquela história?" E ele topou. Eu achei muito bom porque, apesar de o Zeca na época já ter bastante presença na mídia, ele ainda guardava – e acho que guarda até hoje – um certo frescor de quem está começando. Eu acho que para mim isso foi muito bom, porque manteve o frescor do meu trabalho também. Não fica aquela coisa de um disco para mercado, ou um disco para fazer sucesso. Isso é o que eu acho mais legal da história.

PM – Você já está preparando um próximo trabalho?

PA – Estou colhendo material e pesquisando repertório. Talvez algumas das canções novas que estou cantando entrem para o próximo CD. Mas ainda acho um pouco prematuro dizer. As coisas que estou compondo são um pouco diferentes das coisas que sempre cantei e gravei. Pode ser que tudo vire.

PM – Nesse show, dentro projeto Telemig, você continua apresentando basicamente o repertório do CD "Ah!", ou não só?

PA – Em São Paulo ainda estou colocando muitas músicas do CD porque o público conhece pouco ainda, já que fui pouquíssimas vezes aí. Considero que é o repertório do CD, com algumas novidades. Mas quando me apresento em BH e outros lugares onde me apresentei mais vezes, aí o repertório já está um pouco diferente.

PM – Depois do dia 12 em São Paulo, tem outros lugares marcados?

PA – No dia 13 de novembro tem no Rio de Janeiro o mesmo projeto, no Teatro Rival. Depois em Belo Horizonte, também o mesmo projeto, mas eu ainda não sei direito a data. Talvez dia 15 de novembro. Depois, no dia 19 de novembro, volto para o Rio para fazer o projeto Novo Canto, onde vou me apresentar com o Jards Macalé, que para mim é uma honra.

PM – O que é o projeto Novo Canto?

PA – O Novo Canto é um projeto que tem no Rio há alguns anos já. É mais ou menos parecido com esse projeto da Telemig, só que lá eles chamam de padrinho a pessoa que vai se apresentar. Então, o Jards Macalé vai ser meu padrinho nesse show. Ele faz algumas canções, depois me convida, eu canto uma com ele e depois faço meu show. É um projeto da rádio MPB FM.

PM – Foi ele mesmo que te convidou, vocês já se conheciam?

PA – Foi o curador do projeto que me convidou. Segundo ele mostrou meu material para o Macalé e ele então disse que topava fazer. Eu até tive oportunidade de conhecer o Macalé aqui em BH. Foi quando estivemos num programa de TV, mas eu não sei se ele lembra de mim. Enfim, é uma honra, considero ele um dos maiores compositores.

PM – Tem algum momento em que você destacaria na sua carreira, ou não especificamente?

PA – Tem. Primeiro foi à gravação de meu CD. É ali que você tem a oportunidade de estar deixando um legado mesmo. Porque quando você é artista, você tem que deixar uma obra, presume-se (risos). Foi um divisor de águas mesmo. A partir daí comecei a trabalhar mais, já que as pessoas puderam ter mais acesso a meu trabalho. Um outro momento maravilhoso... dois momentos na verdade. Foram dois shows que fiz, um no Palácio das Artes, aqui em Belo Horizonte e outro no Canecão, no Rio de Janeiro. Os dois shows foram muito emocionantes. Porque tocar no Canecão já é uma emoção, tem aquela expectativa toda, e a platéia reagiu muito bem. Antes de eu acabar o show a platéia já estava de pé aplaudindo. Foi muito especial. Aquilo te realimenta. Te realimenta por mais um ano de trabalho (risos). Foi um reconhecimento mesmo. Outra coisa é porque eu faço canto lírico também...

PM – Faz tempo?

PA – Estou me formando agora, então tem uns cinco anos.

PM – Eu gostaria de te perguntar isso mesmo. Você tem formação acadêmica de música?

PA – Agora eu tenho. Estou fazendo canto na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). É um curso de música, com habilitação em canto.

PM – Você sente que utiliza-se do canto lírico quando canta o popular, por exemplo?

PA – Na verdade, comecei a estudar sem nenhuma pretensão, querendo só melhorar a minha técnica, fortalecer meu aparelho fonador para estar cantando meu repertório de música popular. Só que me apaixonei quando entrei para a escola. Eu entrei para um curso de extensão e acabei depois fazendo o curso superior, porque gostei muito. Estou levando as coisas paralelamente. Não tenho a pretensão de unir as coisas. Embora tenha colocado uma área de ópera no meio de um rock’n roll (risos).

PM – Isso no show?

PA – No show. Aconteceu.

PM – Você se apresenta como cantora lírica também?

PA – Me apresento. Desde o ano passado canto num coral chamado Ars Nova, da UFMG. E passei a ser solista desse coral. Já fiz alguns solos, gravamos um CD.

PM – É um coral de quantas vozes, mais ou menos?

PA – Mais ou menos 40 vozes. É um dos corais mais importantes do país, super premiado nacionalmente. Ele tem uma programação regular e eu acabei dando essa sorte de fazer muitos solos. Estou com uma atuação mais ou menos regular nesse sentido. Mas tenho feito algumas coisas por fora também. Vou gravar agora um CD de música erudita com outro coral, por exemplo. Aliás, isso me faz lembrar que teve um outro momento bem importante da minha vida também. Eu fui solista de duas óperas aqui em BH.

PM – Quais foram?

PA – Uma era Così Fan Tutte, de Mozart, e As Bodas de Fígaro, de Mozart também. Foi legal, muito legal, mas às vezes a cabeça dá um nó para conciliar as agendas (risos).

PM – Teve uma outra coisa que também marcou a sua carreira, quando você interpretou uma canção de abertura de uma novela?

PA – Foi da novela "Xica da Silva", em 1997, na Rede Manchete. É o seguinte: é uma música erudita, embora na época eu ainda não estudasse canto erudito. Foi uma coisa meio espontânea. O Marcus Vianna, autor da trilha, que já havia composto também para a novela "Pantanal", fez a trilha dessa novela. Ele arranjou essa canção em cima de uma partitura do século XVIII, de um compositor mineiro chamado Lobo de Mesquita. Fez um arranjo sobre a partitura original e colocou uma letra. Me convidou para cantar e quando eu cheguei lá saquei que tinha uma conotação erudita. Eu cantei e passou pelo crivo do Walter Avancini. Eles já haviam tentado umas outras coisas, mas não tinha dado certo e acabou ficando essa. Então foi isso.

PM – De alguma forma isso abriu mais campo de trabalho para você?

PA – Não (risos). Foi uma experiência pessoal bastante interessante, mas não me abriu mais campo de trabalho.

PM – Sendo um pouco mais abrangente: que tipo de música, ou quem são suas maiores influências?

PA – Na verdade, cresci ouvindo mais essa MPB tradicional mesmo. Ou seja, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, um pouco de Ednardo, Zé Ramalho, muita MPB, o pessoal do Clube da Esquina. E, claro, também Beatles, que gosto pra caramba, me emociona muito. Ouvi muito pouco rock’n roll, fora Bealtes. Então minha grande influência mesmo é a música popular brasileira. Depois, esses elementos que aparecem na minha música hoje, eu não sei, não tem nada intencional, como eu já te disse. Porque tem alguma coisa de rock, de pop, sei lá, coisas que fazem parte da contemporaneidade, do momento.

PM – Uma outra pergunta um pouco abrangente: como você vê o cenário musical neste momento?

PA – Acho que existe muita gente produzindo coisas legais. Aqui mesmo em BH a gente vê isso o tempo todo. Mas falta realmente o mercado absorver isso. A gente está vivendo um momento, não do lado do mercado, mas do lado da produção estética musical, bastante prolífero, bastante rico mesmo. De alto nível. Mas o que falta é organizar o mercado para essa nova cara da música brasileira. Acho que é uma música moderna pra caramba, uma música muito atualizada, com as referências mundiais mesmo. Tem os elementos brasileiros, isso é muito forte em bandas de música pop, a gente observa muito isso. Há um elemento brasileiro muito presente associado a elementos universais e de uma riqueza muito grande. Às vezes sinto que a mídia, as gravadoras, as rádios, parece que estão muito perdidas em relação a como trabalhar toda essa riqueza que está aí. Ainda não existe uma nova ordem no meio do mercado para trabalhar o material existente. Acho que vai levar um tempo para isso acontecer. Até porque, pelo que a gente está vendo, as gravadoras não vão realmente absorver muito mais coisas. Acho que outros caminhos precisam ser abertos, como os pequenos selos que já estão rolando. As rádios comunitárias etc etc.

PM – Agora, no show do dia 12 dentro do projeto Telemig, você convidou a Rita Ribeiro. Como funciona o projeto? Você que convida, os produtores é que pensam em duas pessoas afins?

PA – Os produtores do projeto, os organizadores, pensam em trabalhos que têm a ver um pouco um com o outro. E a gente também, do nosso lado, vai tentando cavar a história. O que eu acho legal, o que acho inclusive que tem procedido no projeto, é a coerência. No ano passado fiz com o Zeca mesmo, porque tinha tudo a ver. Ele tinha produzido meu disco. Tanto é que ele topou com o maior carinho e foi muito legal. A Rita é uma das cantoras que mais admiro. Acho ela sensacional.

PM – Vocês já se conheciam?

PA – Já, até porque ela também é da turma do Zeca. Acho que ela tem uma originalidade na interpretação maravilhosa. Muita independência na forma de cantar. Também a escolha de repertório e tudo. Tenho bastante identificação com ela, que já tinha participado de um show meu aqui, há muitos anos. E ela sempre falava que tinha que me levar para fazer um show e foi ainda eu que a chamei novamente. Mas ela topou com o maior prazer. Ela também disse que me admira muito. Temos afinidades, embora esteticamente nossos trabalhos tenham algumas diferenças. Mas a gente se admira. E no Rio eu vou fazer com o Pedro Luis.

PM – Nesse caso é só com o Pedro Luis, sem a Parede?

PA – Isso, sem a Parede.

PM – E depois BH?

PA – Depois em Belo Horizonte, mas eu ainda não sei quem será o convidado.

PM – Para finalizar, gostaria de saber se você está feliz com sua carreira, se tem algum plano específico para ela.

PA – O plano é continuar tocando mesmo. Preciso muito gravar o próximo CD no ano que vem. O plano principal é esse. Não tenho nada que reclamar. Acho que é isso mesmo. Eu e outros artistas daqui, assim, apesar de não estarmos na grande mídia, a gente tem conseguido sobreviver da nossa música. Claro que é muito difícil. Mas é isso mesmo, está difícil para todo mundo. O principal é que estou bastante realizada com o que faço. Me sinto privilegiada, inclusive.

 

Patrícia Ahmaral e Rita Ribeiro

12 de outubro, às 21h

Sesc Pompéia - Rua Clélia, 93, Pompéia, São Paulo

Tel (11) 3871-7700

R$ 5,00 a R$ 10,00

 

Patrícia Ahmaral e Pedro Luís

13 de novembro, às 21h

Teatro Rival BR

Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, Rio de Janeiro

Tel (21) 2240-4469