A excelência da música brasileira

"Selo de Artista" traz neste mês uma entrevista com o pianista Benjamim Taubkin, que, junto com outros dois grandes músicos, o saxofonista Mané Silveira e o flautista e saxofonista Teco Cardoso, fundou há quatro anos o selo Núcleo Contemporâneo

Por Sérgio Fogaça

    Todos sabemos que para sobreviver de arte neste País é preciso um pouco mais que a abençoada criatividade inerente ao brasileiro. Pois bem. Além de excelentes compositores, arranjadores e solistas, três dos maiores nomes da música brasileira resolveram lançar um selo próprio. Embalados pelo ideal de divulgar e promover a música brasileira contemporânea, Benjamim Taubkin, Teco Cardoso e Mané Silveira fundaram o Núcleo Contemporâneo.

    A lista de produtos já lançados e de projetos em andamento é impressionante. Passa por nomes como o do maestro Gil Jardim, a flautista Léa Freire, o violonista Marco Pereira, a cantora Ná Ozzetti, o compositor Arrigo Barnabé e o percussionista Naná Vasconcelos. Entre os vários projetos estão alguns que são indispensáveis ao ouvinte de bom gosto, como "Viva Garoto", que relança a obra de Garoto, com gravações originais de 1950. Outro é "Arranjadores", que resgatou trabalhos de grandes maestros, como Guerra Peixe, Rogério Duprat, Cipó e Luiz Eça. Entre os mais recentes, projetos criativos como o CD "Bach e Pixinguinha", de Mário Sève e Marcelo Fagerlande, dois músicos cariocas que tocam sax soprano e cravo, e trazem no trabalho uma visão da música de Bach e de Pixinguinha.

    Para saber mais sobre a concepção do selo, idéias de mercado, conflito entre ideal e realização e os trabalhos lançados pelos fundadores do Núcleo Contemporâneo, acompanhe a seguir a entrevista que o pianista Benjamim Taubkin concedeu à Página da Música.

PM - Por que vocês resolveram fazer um selo de música?

BT - Primeiro, a gente percebia que tinha uma idéia, um trabalho e não havia um meio de fazer isso do jeito que achávamos que seria interessante fazer. Ao mesmo tempo percebemos que poderia ser muito interessante vivenciar as etapas de produção, entender como elas funcionam e fazer do nosso jeito. Talvez de um jeito quase inconsciente, havia também um desejo de viver as questões da vida. Digo a vida cotidiana da sociedade e seus processos. Essa atividade sempre foi encarada como algo anti-musical, ou comercial, visto como uma dualidade, mas a gente pensava que poderia achar uma fluência, assim como fazer música. Quer dizer, nós poderíamos desenvolver todo esse projeto a partir das nossas idéias, e não a partir de um curso de administração, usando mais a intuição mesmo. De certa maneira é como você faz a música em determinadas etapas.

PM - Significa ter uma postura diferente diante dos negócios?

BT - Totalmente. Levou um tempo para a gente entender e descobrir isso.

PM - Quanto tempo tem a gravadora?

BT - O projeto faz cinco anos agora, em outubro, mas o primeiro disco saiu em abril de 1997.

PM - Qual foi?

BT - Cinco discos saíram de uma vez. O do Teco Cardoso, "Meu Brasil", o do Mané Silveira, o "Bonsai Machine", e ainda os discos "Arranjadores", "Memória do Piano Brasileiro" e "Violões". Nós acompanhamos todas as etapas. Alguns discos já estavam prontos e outros, em processo de gravação. "Arranjadores", "Memória do Piano" e "Violões" eram gravações de projetos já realizados, mas nós mixamos, remixamos e masterizamos. Curtimos muito esses processos. Depois, pensar na parte gráfica, por exemplo, a gente também gostou muito.

PM - Quando você fala "a gente", você se refere aos três sócios ou a uma equipe maior?

BT - Começamos em quatro. No início, tinha o Toninho Ferragutti também, mas ele saiu do projeto alguns meses depois. Somos amigos, não foi nenhum desentendimento, mas ele percebeu que desejava um outro projeto. Era basicamente o Mané, o Teco e eu. Há pessoas que trabalhavam com a gente e que estão até hoje. Para você ter uma idéia, nós fomos à gráfica acompanhar a primeira impressão para ver se a cor estava do jeito que a gente queria.

PM - Coisas que vocês não faziam antes.

BT - Coisas que a gente foi perceber que as gravadoras, em geral, não fazem.

PM - Você mencionou sobre esse contato, de exercer atividades diferentes na vida. Como músico, você se sentia um pouco distante dessas outras atividades?

BT - Eu sempre fiz projetos de produção. Na verdade, sempre fiz projetos de produção da música que eu acredito. Por isso eu já tinha experiência com produção, mas não tinha a experiência, digamos, de um negócio. Nunca fiz produção dependendo da bilheteria para sobreviver. Na gravadora, no caso dos discos, a gente fez uma coisa interessante porque existe o próprio ideal embutido na questão comercial. Mas não fomos atrás de patrocínio. Sou bastante crítico em relação a essa questão. Havia um certo entendimento nosso de que era importante que o disco vendesse, e que a gente conseguisse formar público. Uma das coisas que eu percebo hoje, com esse projeto de patrocínio, é que se por um lado de fato se tem mais produção, mais atividade, por outro não se tem hoje um olhar sobre formação de público. Eu acho importante que o artista seja autônomo em relação ao público. Quer dizer, que ele possa ter uma relação direta e que possa criar público, que pode ser pequeno ou grande. Mas que ele crie um público que tenha uma relação com o trabalho dele, porque senão ele vira refém do patrocinador. Ou você tem patrocínio ou você não faz, você não cria, ou não produz ou não faz show. Acho que isso está errado.

PM - Por meio do selo vocês agora acompanham melhor essa formação de público?

BT - Sem dúvida. Principalmente porque se o Núcleo não vender discos para pagar suas contas ele fecha. Então, o Núcleo tem de ter uma vendagem de discos para poder existir. Aí tem toda a estrutura do projeto. Quer dizer, a gente faz toda a distribuição de forma independente. Nós mesmos é que distribuímos.

PM - Como funciona essa distribuição?

BT - Nós mesmos distribuímos para as lojas do Brasil, de uma forma artesanal. Eu tinha um desejo e queria entender o seguinte: As pessoas sempre disseram que a música instrumental não é viável no Brasil. Como naquele momento, em 1996, eu vinha de uma experiência de acompanhar cantores de música brasileira, de viver profissionalmente disso, percebi que não queria mais fazer isso como centro da minha atividade. Ou seja, ser músico que toca com fulano ou beltrano. Eu queria, de alguma maneira, estar centrado no trabalho que faço, buscar pelo menos saber se era possível ou não. Como sempre eu escutava que não era possível, quis entender por quê. Percebi que se vai criando lugares-comuns. É uma inteligência burra. Acho que o Nelson Rodrigues falava que toda unanimidade é burra, ou coisa parecida. Mas é uma inteligência burra quando todo mundo fala que a distribuição é um problema e pronto. Eu fico pensando: será que o cara experimentou, viu por que é um problema, qual é a dificuldade, antes de falar? Mas não, criou-se essa facilidade de dizer que a distribuição é um problema, como acontece com outras questões também. Eu quis entender onde estava o problema. Daí pensei: se não der certo, a gente monta uns displays em outros lugares que não lojas de disco, sei lá, vamos buscar caminhos para isso, mas deixa eu entender nas lojas, por exemplo, onde está o problema. Se eles sofrem pressão de grandes gravadoras, como alguns diziam antigamente, ou porque eles acham que não vende e não interessa. Fui às lojas, mas claro que antes víamos o perfil da loja e todas se interessavam. Noventa e cinco por cento das lojas se interessavam. E desse jeito fomos formando no Brasil a nossa distribuição.

PM - Vocês fazem venda direta pela internet também?

BT - Não. A gente indica onde podem ser encontrados os CDs. Acho que existem vários caminhos. O problema está em achar que existe só um caminho. Acho que são tantos caminhos quantos as idéias permitem. Isso é uma coisa que sinto hoje e é muito importante. O artista foi ficando preguiçoso nesse processo todo. Ele acha que seria diferente em Nova York ou Paris. Mas também não é fácil a vida do músico em Nova York. A grande vantagem de estar em Nova York ou Paris é saber que melhor do que aquilo que se está vivendo não vai ser em nenhum outro lugar do mundo. Eu acho que as pessoas não vão atrás de projetos que podem ser muito criativos e que podem dar autonomia. Mas acho que podemos desenvolver milhares de projetos alternativos de distribuição, de gravação, de fabricação. Tem de ter essa vontade de querer comunicar sua música para as pessoas. Desde que a gente montou o projeto, nem todo o tempo eu dedico ao Núcleo. Às vezes eu me dou um tempo. Mas ele está indo com uma velocidade de cruzeiro. O nosso objetivo é que o Núcleo consiga se auto-sustentar. Eu não tenho expectativa de retorno financeiro a médio prazo. Tudo que vem acaba ficando ali mesmo. É praticamente uma ONG. Mas o fato de ele existir e de caminhar acho que é uma grande coisa para a gente. Então, responde-se estas questões: será que é possível fazer música instrumental? É possível viver de música? Foi se mostrando que existem caminhos.

PM - Quantos lançamentos vocês já fizeram?

BT - Vinte e três. Em catálogo, dezenove. Alguns acabaram e a gente não relançou. É difícil manter tudo em catálogo. Lidar com a questão financeira etc. Isso tudo é um equilíbrio que você vai tentando entender. Eu sinto que é importante não ter ambição no sentido financeiro. A gente precisa ter um olhar de produto cultural e ter bom senso, não dar um passo maior que a perna. Não fizemos empréstimo em banco, nada disso.

PM - O fato de ser artista ajuda na hora de montar um selo?

BT - Sim, muito. É ter criatividade, ter idéias. Eu sei que várias coisas que o Núcleo faz as outras gravadoras acham interessantes. Isso porque a gente pensou livremente, com criatividade e alguma ousadia.

PM - Uma gestão sem vícios administrativos?

BT - Eu acho. Nem sempre a própria comunidade musical percebeu essa questão de que artistas estão criando um selo, então, muitas vezes um músico chegava para mim e dizia: "Vocês estão com uma gravadora e eu queria lançar meu disco". Você imagina quantos músicos cada um de nós conhece, é o nosso meio, são amigos da gente e gostamos deles. Mas a questão do projeto é que ele tem de ficar pequeno.

PM - Esse é um momento delicado para vocês?

BT - Eu sempre falei para esses artistas o seguinte: Se a gente fez, você também pode fazer e eu falo para você como a gente fez, quais são as dificuldades e tal. Mas nem sempre as pessoas querem. Não é o tipo de coisa que criou uma onda entre a classe musical, sabe? Juntar um grupo de músicos e fazer uma gravadora.

PM - Existe, inclusive, um lugar-comum quando se diz que o artista não tem jeito para "negócios"?

BT - Por exemplo, negócios em relação à cultura e arte? O artista não tem? Pois bem, você conhece alguém que realmente está fazendo a arte crescer, evoluir e se tornar autônoma?

PM - Nesse caso, não exatamente.

BT - Essa é a questão. É necessário pensar, senão de novo essa inteligência burra. Cria-se isso, o artista não tem jeito para negócios e pronto. Alguém está tendo? Se você não pensar seriamente e assumir a responsabilidade por aquilo que faz, na época em que se vive, fica tudo parado. Pensando: somos músicos nesse momento no Brasil, nesse sistema etc. Porque eu penso que do mesmo jeito que é com músico, também é com professor, com cientista e daí em diante. Outro dia eu vi uma carta que cientistas brasileiros recém-formados enviaram à Revista Nature, dos Estados Unidos, uma das principais publicações de ciências do mundo, reclamando que se formam no Brasil 5 mil pessoas por ano, e que, dessas, 700 são empregadas e 4 mil e tantas não têm nenhum caminho. Todas as categorias enfrentam dificuldades, especialmente aquelas que lidam com questões abstratas, num mundo que privilegia de fato aspectos materiais, aparência. Mas existem muitas pessoas que desejam ter experiências e vivências culturais e estão disponíveis para isso Por isso eu acho que vale a pena ir em busca delas. Sobretudo, tem questões a serem levantadas. Por exemplo, será que determinada música comunica de fato? Nós nunca lançamos um produto baseados na questão de ele ser um produto de mercado, ou pensando se ele ia vender bem ou não.

PM - É uma questão de postura mesmo, com o trabalho?

BT - É. A gente não está buscando o público dessa forma, como negócio. É fácil dizer que não tem espaço para a música no Brasil, vira um discurso protecionista. É preciso saber se esse trabalho está sendo feito com real dedicação e empenho, para que possa conquistar pessoas. Essas são questões importantes. O artista não pode ser diferente de qualquer outra categoria da sociedade. Está todo mundo ralando, está todo mundo batalhando. Gente em busca de terra, gente em busca de saúde, médicos procurando sobreviver dignamente num sistema de medicina de grupo que não permite aos médicos exercer a sua profissão da melhor maneira. Quer dizer, se um médico acha que 40 pacientes num determinado mês precisam ser internados, a pessoa que o contratou, daquela medicina de grupo, vai dizer que ele está internando muito. Todo mundo vive dramas. Acredito que a música é um privilégio de criação, o artista tem privilégios. Acho que são caminhos possíveis. Vale a pena ir atrás.

PM - Vocês seguem alguma linha conceitual com os títulos lançados, como dar prioridade à música instrumental?

BT - Não é só instrumental. Nós já lançamos discos da Ná Ozzetti, do Arrigo Barnabé, e recentemente um do Arthur de Faria, do Rio Grande do Sul.

PM - Qual a dificuldade e qual a maior alegria desse tipo de trabalho?

BT - Sobre dificuldade, não é uma coisa fácil de exprimir. Mas eu diria que é a expectativa que às vezes se cria em cima da gente. As pessoas pedem para gravar o disco delas, mas a gente não está negando nada, a gente está construindo uma coisa pequena, então não dá para ter tudo. É a construção de uma horta. Agora, as alegrias são várias. A satisfação de estar fazendo. O prazer de ver as coisas acontecerem. As pessoas virem falar da música que fazemos, de sentir que é um projeto vivo, que os discos estão aí. Puxa, tudo isso é muito prazeroso. Acho que a gente tem uma equipe muito boa, são poucas pessoas, mas muito dedicadas.

PM - Como nasceu o projeto do Núcleo?

BT - Transformar algum tipo de insatisfação em algo construtivo. O primeiro projeto do Núcleo nasceu, eu me lembro exatamente onde, foi na Livraria da Vila, quando a Marlui Miranda estava lançando um livro que tinha a ver com o disco dela. Eu me encontrei com o Teco e com o Paulo Belinatti. Nós três começamos a conversar e uma hora dissemos assim: escuta, não vamos reclamar, vamos fazer e vamos ver o que acontece. A gente tinha um desejo de fazer, às vezes eu acho que tem a coisa da época também, às vezes parece que se abre dentro da gente essa possibilidade, por algum motivo. Como o cara que vai morar numa fazenda, ou o cara que monta um estúdio, ou um outro que resolve viajar pelo mundo. Nós mergulhamos nisso, resolvemos fazer.

PM - Vocês têm algum trabalho que está sendo lançado agora?

BT - Vários. Um é o Tibeaux, um francês baixista que tocava na orquestra de contrabaixos da França. Um sexteto de grandes contrabaixistas que desenvolveram uma linguagem muito interessante, são virtuoses. Ele veio para o Brasil e ficou. É um disco só com músicas do Tom Jobim, mas é muito interessante, porque é do jeito que o Jobim escreveu. É um disco do qual participam a Léa Freire, o Thiago, que é um ótimo pianista, o Edu Ribeiro, na bateria, e o Paulo Jobim, filho do Tom.

PM - Quando sai esse CD?

BT - No final de outubro, provavelmente.

PM - Mais algum?

BT - Tem o da Silvia Góes, pianista. Uma excelente musicista. Um disco em que grande parte é piano-solo e algumas faixas contam com a participação de Arismar do Espírito Santo e Léa Freire. São lançamentos que a gente vai fazer por um sub-selo, o Maritaca. A Léa produziu e a gente vai distribuir. Acabamos de lançar um disco do Arthur de Faria, do Sul, que é o "Música p’ra Gente Grande", depois o "Fragmentos", do Naná, a gente também acabou de lançar. Outro é do Mozar Terra, que está saindo. Ele é pianista e arranjador. Tem piano, baixo, bateira e sopros. Também tem um disco do Mário Sève e Marcelo Fagerlande, que são dois músicos cariocas, com sax soprano e cravo. O Mário é do choro e o Fagerlande é da música erudita. O CD vai chamar-se "Bach e Pixinguinha", uma visão da música de Bach e da música de Pixinguinha. É bastante lançamento para nós.

PM - Que bom. Tem mais projetos?

BT - Tem a vontade de lançar um segundo disco da Orquestra Popular de Câmara. Há outro projeto que fiz com o Lelo Nazário, Teco Cardoso, Silvinho Mazuca e o Marcos Suzano e que eu queria lançar em disco. Enfim, são vários projetos. Mas nos últimos anos eu estive muito envolvido com o "Rumo Cultural" do Itaú. Eu coordenei esse projeto e também o núcleo de música do Itaú Cultural nos últimos dois anos, até março deste ano. Eu mergulhei porque achava que era um trabalho importante e merecia dedicação. No Instituto lançamos uns 20 discos. Mas isso é do Instituto. Foi uma produção grande. O que eu acho é que esses discos depois deveriam ter uma vida, e isso nem sempre acontece. Uma coisa é lançar, a outra é manter vivo.

PM - Senão só fica em prateleira de pesquisador...

BT - É por isso que eu vejo a importância de projetos como o do Núcleo. Os discos existem e estão aí. Discos que já saíram há três ou quatro anos e continuam aí.

PM - E projetos seus, tem alguma coisa?

BT - Tem um projeto que acho muito prazeroso, e do qual eu me sinto um aprendiz, que é de choro. A gente organizou uma formação e teve um concerto em dezembro do ano passado. Veio o desejo de convidar músicos que tocam choro e eu sempre admirei. Foi uma experiência muito feliz para a gente, muito legal, curtimos muito. Em maio, fizemos mais uma apresentação e agora vamos fazer mais duas no Supremo Musical.

PM - Qual é a formação?

BT - É o Proveta, no clarinete, Toninho Carrasqueira, na flauta, Isaías, no bandolim, o irmão dele, Israel, Edmilson Capeluti, no violão de sete cordas, e Guello, na percussão, além de mim, no piano. Acho que vamos gravar um disco. Este é um projeto no qual eu me sinto bastante envolvido. O motivo por que eu deixei a coordenação do Itaú Cultural foi ter começado a sentir falta de fazer música própria. Eu estava tocando, mas não com tempo para compor, para estudar, e comecei a sentir muita falta disso.

PM - Mas parece que tudo está indo bem.

BT - Muito bem e com bastante trabalho.

 

Site Núcleo Contemporâneo: www.nucleo.art.br