Ana Lee - "Ana Lee"
Este é o CD de estréia da cantora Ana Lee, que traz um ponto em comum entre concepção, escolha de repertório, arranjos e seu próprio canto: a delicadeza. Em se tratando de música contemporânea, essa é uma louvável característica. É quase uma oposição ao mundo "barulhento" em que vivemos. A sonoridade justa e sensível dessa escolha foi garantida pela produção impecável de André Magalhães, ex-baterista do grupo Aquilo Del Nisso, além da participação de músicos como Swami Jr, Miguel Briamonte, Oswaldinho do Acordeon, Bráulio Mendonça, Ozias Stafuzza e Célio Barros, entre outros. O CD começa com uma composição de Walter Garcia, que assina metade das 12 músicas do disco e é o autor do livro "Bim-Bom: A contradição sem conflitos de João Gilberto". A música é Meu amor por você. Segue com Virtual, de José Miguel Wisnik e Alice Ruiz, com as costumeiras belas construções poéticas dos autores. A terceira faixa é um clássico da música brasileira. Ana Lee coloca sua marca própria numa emocionante interpretação de O que será – à flor da pele, de Chico Buarque. A única intervenção instrumental é o baixo acústico de Célio Barros, vencedor do Prêmio Visa, versão instrumentistas. Depois vem Jongo tradição II, de Walter Garcia. Música inspirada em Jongo tradição, de Lincoln Antônio em parceria com Walter. Aqui também a escolha enxuta da composição dos instrumentos, o violão de nylon de Bráulio Mendonça e a percussão de Cássia Maria, só valorizam o canto de Ana Lee. O violão 7 cordas de Swami Jr, seguido da percussão de André Magalhães e o baixo de Célio Barros anunciam Se meu mundo cair, de José Miguel Wisnik, a próxima canção. Perfeito casamento da delicadeza, já comentada, entre letra e canto. A sexta faixa tem uma sonoridade mais pop e uma instrumentação segura. Concerto em Paris, de Alessandro Ayudarte e Sérgio Varkala, é mesmo um convite à dança "pelas mãos de algum desconhecido Deus", como diz a letra. Depois vem o belo arranjo de ‘Tô ligada, ‘tô legal, seguida de Meu desejo, ambas de Walter Garcia. Meu desejo tem o acompanhamento inspirado de Miguel Briamonte ao piano. O mesmo piano, agora somado à percussão de André Magalhães e ao fagote de Luis Antônio Ramoska, compõe Deserto para Erik Satie, de Lincoln Antonio e Walter Garcia, lindamente interpretada por Ana Lee. Da mesma dupla de compositores da canção anterior, O todo abismo tem uma levada mais jazzística, meio bossa nova no espírito. A penúltima música é Modinha, de Jayme Ovalle e Manuel Bandeira. Poesia em canção. O CD termina com a participação especial de Oswaldinho do Acordeon, que toca seu instrumento, acompanhando a percussão de André, o violão de 7 cordas de Swami Jr e a suave e sensível voz de Ana Lee. Lançamento Independente. O CD pode ser adquirido pelos e-mails ana-lee@bol.com.br ou liliguimaraez@uol.com.br . (Por Sérgio Fogaça)
Banda Paralela - "Banda Paralela"
Sabe aquela bandinha de coreto? Pois é, ela desceu do coreto, se modernizou, ganhou mais energia e está executando temas inusitados. Pelo menos esse é o caso da Banda Paralela. O grupo surgiu por volta de 1993 do encontro de alguns jovens instrumentistas da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Sua formação básica abrange cinco sopros e duas percussões. Já se apresentaram em vários lugares do circuito instrumental paulistano e de outras cidades. No repertório, desde temas de filmes infantis, passando por Chiquinha Gonzaga, Ednardo e Hermeto Pascoal, entre outros, sempre com arranjos dos próprios integrantes da banda. O CD abre divertido com uma pequena introdução tradicional de banda seguida de Banana Split (Tra-la-la Song), de Mark Barkan e Richie Adams, trazendo recordações do seriado para, principalmente, quem tem mais de 35 anos de idade. Depois, brincando com o imaginário de outras idades, a banda ataca de Esporte espetacular (Hybe Park), de Alan Hawkshaw, com a vinheta de abertura desse famoso programa esportivo da TV Globo. Um pulo ao passado para preservar as raízes e aproveitar bem a estrutura da banda. O grupo toca o clássico Gaúcho, de Chiquinha Gonzaga, mas sempre com o molho especial da Paralela. A quarta faixa é paulistaníssima. Trata-se de Samba do Arnesto, de Adoniran Barbosa e Alocin. Segue com Zara (Assim falou Zarathustra), de Richard Strauss (poema sinfônico – Opus 30), tema do filme 2001 – Uma odisséia no espaço. Mais desenho animado. Agora, também para os acima de 30 anos – embora esses desenhos voltem sempre pelos canais pagos – Josie e as gatinhas, de Joseph Barbera, Hoyt Curtin, Roland e Willian Hanna, com a música incidental Férias na Índia, de Osmar Navarro e N. Cezar. Ainda do universo infantil, a banda interpreta A bela e a fera, de Alan Meuken e Howard Ashman, um tema mais romântico. De volta à televisão, o grupo toca a inusitada Pavão mysterioso, de Ednardo, que foi tema da novela Saramandaia, da TV Globo, na década de 70. Do folclore brasileiro, Peixinhos do mar é uma canção de domínio público com adaptação de Tavinho Moura. Como é mesmo irresistível, a banda abre uma exceção e canta o refrão num determinado momento. Casa da farinha, de Hermeto Pascoal, é a próxima, seguida de A bença, composição de Alexandre Daloia, músico da banda, arranjador da maioria das canções deste CD. A décima segunda é Broasted or fried, de Reginald Andrews. Segue com um verdadeiro hit do final dos anos 70 que permanece em alta até hoje. A música é Dancin’ Days, de Nelson Motta e Ruban. Um convite da banda à dança. O CD fecha com The chicken, de Alfred Ellis e Golo. A Banda Paralela é composta, além de Alexandre Daloia, por Roberto Gastaldi, Tiago Sormani, Silvio Giannetti Jr., Silas Homem, Marcio Forte e Ivan Alves. Lançamento Independente. Tel. (11) 5641-8795 ou site www.bandaparalela.com.br . (Por Sérgio Fogaça)
Elis Regina - "O Fino da Bossa Ao Vivo - Vol. I, II e III"
Considerada uma das maiores e melhores cantoras brasileiras de todos os tempos, Elis Regina é uma dessas unanimidades nacionais. Sua vida foi marcada pela singularidade de sua personalidade e interpretação. Realmente a palavra canto parece pouco para ela. Elis teve habilidade para reunir as melhores características de grandes cantoras nas quais se inspirou e ao mesmo tempo revelava uma interpretação sensível e poderosa. Elis não cantava. Contava uma história. Em maio de 1965, ao lado de Jair Rodrigues, começa a apresentar o programa O Fino da Bossa, na TV Record de São Paulo, com apenas 20 anos de idade. Foram dois anos e meio que marcaram época na música popular brasileira e na própria carreira de Elis. Este relançamento da gravadora Velas, pelo selo Caravelas, é fundamental e traz uma promoção que facilita para o bolso. Os três CDs estão à venda desde março até o final de maio nas lojas da rede Carrefour, por R$ 9,90 cada volume. As gravações são ao vivo e emocionantes. E dá-lhe show de craques com o Zimbo Trio acompanhando a maioria das apresentações, além de Ciro Monteiro, Baden Powell, Dorival Caymmi, Elza Soares, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Hermeto Pascoal e Adoniran Barbosa protagonizando momentos memoráveis, só para citar alguns. "Um documento vivo da música brasileira", como diz Zuza Homem de Mello no encarte. Zuza é outro grande nome que participa dos CDs, mas como produtor. E por falar em encarte, mais presentes para o ouvinte. A coleção traz em cada CD informações sobre o programa de TV e um texto escrito pela própria Elis. Num breve passeio por cada um desses CDs, que foram remasterizados pela gravadora, dá para se ter uma pequena idéia dessa grande obra. No primeiro disco vem a abertura de todos os programas com o Tema do prefixo – Terra de ninguém e Influência do jazz, com Elis Regina e Orquestra de Carlos Piper. Segue com Formosa, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, imortalizada por Ciro Monteiro, com o próprio, Elis, Baden e Zimbo Trio. Depois entra Dorival Caymmi com Lá vem a baiana, Saudades da Bahia e Das rosas. Entre várias outras obras de arte e grandes participações. Esse primeiro CD traz também um finíssimo pout pourri com Elis, Jair Rodrigues e Zimbo Trio interpretando canções de Tom Jobim, algumas em parceria com Vinicius de Moraes. Delícias como Insensatez, Samba do avião, Este seu olhar, Garota de Ipanema e Corcovado, interpretadas com graça e bom humor característicos da dupla Elis e Jair quando estavam em ação. O CD ainda termina com uma roda de samba com Elis, Elza Soares, Agostinho dos Santos e Lúcio Alves. É mole? E é com Elza Soares que abre o segundo CD. As duas cantoras, acompanhadas pelo Quinteto de Luiz Loy, interpretam Devagar com a louça, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis. A segunda faixa é Mulata assanhada, de Ataulfo Alves, com ele, Elis e o Zimbo Trio. Segue com Lunik 9, de Gilberto Gil, só com Elis. Na verdade, uma introdução da estréia de Gil no programa, que entra para cantar com Elis Eu vim da Bahia. A sexta faixa, histórica, traz Rosinha de Valença interpretando em conjunto com Baden Powell, a canção Tristeza em mim, de Baden. A décima faixa traz sucessos de Elis, que interpreta Reza e Aleluia, da dupla Edu Lobo e Rui Guerra, Tem dó, de Baden e Vinicius, Arrastão, de Edu e Vinicius, e Menino das laranjas, de Théo de Barros, entre outras. Jorge Benjor canta Agora ninguém chora mais, junto com Elis na próxima faixa. E o CD termina com Elis, Wilson Simonal e o Quinteto de Luiz Loy no balanço de Falsa baiana, de Luiz Eça. Ainda Benjor. O terceiro álbum abre com Mas que nada, com Elis e o Quinteto já citado. Aqui, na quarta faixa, mais Ciro Monteiro, impagável, tocando uma caixinha de fósforo, acompanhado de Baden Powell no violão, interpretando Zé não é João alô João, música da própria dupla. A essência da música brasileira está em momentos assim. Ciro Monteiro batucando uma caixinha de fósforo, o violão de Baden e uma letra de música recheada de bom humor. Tem mais. Outro momento memorável e com muito mais bom humor foi protagonizado no encontro entre Elis Regina e Adoniran Barbosa no programa do dia 12 de julho de 1965. Os dois passeiam por músicas como Saudosa maloca, Prova de carinho, As mariposa e Trem das onze, entre outras. Mas o melhor mesmo fica por conta dos pequenos diálogos entre os dois. Hilário! Ainda um pout pourri de Carlos Lyra, onde Elis, Jair e o Zimbo Trio interpretam Minha namorada, Primavera e Maria ninguém, para citar algumas músicas. O final do texto de Elis no encarte do terceiro CD diz. "A importância do Fino da Bossa foi simplesmente o seguinte: ele chegou e disse nós gostamos de música, nós fazemos música porque a nossa vocação é fazer música e aqui não tem coringa. A canastra é real". Falô e disse! Lançamento Caravelas. Distribuição Sony Music - Tel. 0800-234425 e nas lojas Carrefour. (Por Sérgio Fogaça)
Ricardo Corona - "Ladrão de Fogo"
A língua afiada, guitarras, uivos, rosnado, poesia: Ricardo Corona é "Ladrão de Fogo" neste CD. A chama da palavra sonorizada em movimento. Curitibano, Corona estréia a coleção "Poesia para Ouvir" do selo independente Medusa, que pretende lançar discos e livros de outros poetas. O CD abre com Avalanche, composição solo. Uma pequena instalação sonora de 16 segundos, mas intensa em letra e construção. Pessoa ruim, a próxima, é também só de Corona. Faz referência ao "Poema em linha reta", de Fernando Pessoa, que Arrigo Barnabé já musicou. Mas é só uma referência, pois a idéia segue solta, autoral. Numa das frases ele diz: "escrevo pra não ser chamado de poeta". A terceira faixa traz na parceria, arranjos e voz, a produtora do CD, Grace Torres, do grupo Fato, de Curitiba. A música é Nascem flores com o tempo. Uma conversa de guitarras anuncia Fruta Sangüínea, só de Corona, com a participação de um cão, responsável pelos rosnados. Segue com Ventos e uma alucinação, com participação de Neuza Pinheiro, cantora e compositora londrinense, que tem parcerias com Itamar Assunção, Arrigo Barnabé e Adriana Calcanhotto. A sexta faixa é uma fusão de Via-Láctea via língua, de Corona e Grace Torres, e Simbolista, só de Corona. Depois vem Quando te insurgires dos refletores da razão, seguida de Antífona, um trecho de poema de Cruz e Souza, que parece sair do livro manuseado durante a música. A nona canção é Miss tempestade, de Corona e Vitor Ramil, que arranjou, cantou e tocou violão na faixa. Depois vem Narayama, de Corona, seguida de Música, de Corona e Ângelo Esmanhoto. Na margem de todas as coisas: uma canção é mais um inspiradíssimo poema de Corona que transporta o ouvinte para uma praia e termina dizendo "e o amor não é maior nem menor que o mar". O CD continua, homenageando dois grandes artistas nas próximas canções. São elas Rua Basquiat e Duchampoemachang, ambas só de Corona, referindo-se, respectivamente, ao pintor novaiorquino e ao artista francês Marcel Duchamp. Depois vem Tempo, de Corona, e Paisagem narcisista, de Corona e Grace Torres, onde os autores chamaram um tango para compor a música. A décima sétima é Politikós e Os homens são todos iguais, ambas de Corona. Divertidíssima construção (e desconstrução) de signos sobre políticos e afins. Mais parceria de Corona com Grace Torres, agora com Copyright by. Segue com uma impressionante figura que inspirou belo poema. Estilo da boca é em parceria com Jardelina da Silva, que inventa sua vida (ou vive na mais pura verdade?). Personagem ímpar da cidade de São Paulo que se veste e fala com total liberdade. A vigésima é A lua finge mas já reflete sóis, de Corona e Neuza Pinheiro, que também declama a canção. Corona gosta de Cruz e Souza, e dele reinventa Vitalização. Depois vem Ter a alma durando no tempo, de uma turma. São os autores: Corona, Luciano Galbiati, Ângelo Galbiati e Neuza Pinheiro. O CD fecha com Deusconhecido, feita em parceria com Eliana Borges. Lançamento Medusa Edições. Tel. (41) 262-9633 ou pelo e-mail: medusa@bsi.com.br . (Por Sérgio Fogaça)
Rogério Botter Maio - "Aprendiz"
Mesmo que a gente aprenda durante a vida toda, este CD não tem nada de aprendiz. Embora o nome seja bem bonito, Rogério Botter Maio tem experiência de sobra. Iniciou sua carreira no começo dos anos 80 e viveu 11 anos no exterior. Na Europa de 87 a 91, e depois em Nova York até 97, onde tocou com Paquito d’Rivera e Manfredo Fest, para citar dois nomes. Este CD foi gravado ao vivo no Supremo Musical, em São Paulo, e traz 11 faixas, todas compostas por Botter Maio. Entre os músicos que o acompanham estão Filó Machado, Teco Cardoso e Léa Freire. A primeira faixa é Setembro, seguida de Belluno, escrita em 94. Uma homenagem a uma cidade de mesmo nome situada ao norte da Itália. Depois vêm mais homenagens. Rogério dedicou Bolerito a Paquito d’Rivera. Destaque para a participação de Daniel Alcântara no flugelhorn. De volta ao Brasil, segue com um belo e cadenciado choro, chamado... Primeiro choro, com a grata interpretação de Léa Freire na flauta. A quinta faixa é Muito prazer, com piano de Tiago Costa, e Só pra variar, com uma marcante introdução de palmas e a bateria de Edu Ribeiro. A sétima é The other "one" seguida de Ainda é cedo, faixa onde o violoncelo foi gravado ao ar livre de onde se captou sons de grilos e pássaros. Um astral. Aprendiz, a nona canção, traz Rogério interpretando a única faixa cantada do CD, com letra de Silvana Vasconcelos. Segue com By all means, com um pequeno solo de Rogério no baixo. E o CD termina com Baião means, com a participação de Filó Machado fazendo vocais. Lançamento independente. E-mail: rogeboter@yahoo.com - Tel. (11) 9706-3712. (Por Sérgio Fogaça)
Toni Costa - "Músicas Para o Violão Brasileiro"
Toni Costa é um reconhecido violonista brasileiro, com importantes trabalhos também como arranjador e compositor. Um belo exemplo é este CD, lançado de forma independente, com 16 faixas, sendo que 14 são composições próprias, somadas a uma música de J.B. Bach e outra do compositor brasileiro Garoto. Toni Costa é carioca, mas começou seus estudos e carreira em Salvador, Bahia, em 1974. Em 1977 vai para Boston, nos Estados Unidos, estudar na Berklee College of Music. De volta ao Brasil três anos depois, começa a construir um respeitável currículo tocando, arranjando e fazendo parcerias com grandes nomes da música brasileira, como Gal Costa, Luiz Melodia, Caetano Veloso, Cássia Eller, Moraes Moreira, Zizi Possi e Nelson Gonçalves. Este terceiro CD solo de sua carreira Toni faz questão de oferecer "aos artistas que contribuíram e continuam contribuindo para que o violão se tornasse o mais brasileiro dos instrumentos". O trabalho começa com a belíssima melodia e execução de Estudo nº 3, que traz um harmonioso diálogo com o cello de Marcio Malard. Segue com um samba chulo, ritmo oriundo do recôncavo baiano, pela canção Sai Mané, dedicada a Roberto Mendes, violonista baiano especializado nesse gênero. As homenagens continuam na terceira faixa. Desta vez o concerto vai para Toninho Horta, com a música Choveu na horta. Solo de violão com harmonia rebuscada. Depois vem Morro dois irmãos. Linda melodia com Toninho Horta participando com Toni nos violões e na voz. A quinta faixa é Allemande da suíte 996 para alaúde, de J.S. Bach, com o acompanhamento de Miguel Gandelman no sax alto, além do violão de Toni. O CD segue chorando com Fala Katu. Acompanhando Toni, num chorinho que não poderia faltar nessa homenagem ao violão, um jovem grupo formado por Caio Márcio, no violão de 7, Henry Lentino, no bandolim, e Serginho, no pandeiro. Voltarei é a segunda e última faixa do disco, que não foi composta por Toni. Aqui o instrumentista faz mais uma interpretação solo, e primorosa, para uma música do grande compositor brasileiro Garoto. Noites do Rio, a oitava, traz mesmo um clima bossa novístico da cidade maravilhosa. Aqui também Miguel Gandelman acompanha Toni com o sax alto. As participações de peso continuam na próxima. Sincronisimetria traz a pulsante participação da Camerata de Violões do Conservatório Brasileiro de Música. Depois vem Camboinhas, seguida de Rua Barão de Jaguaribe 373, com Cláudia Coutinho nos vocais. Também em Claudiana, em homenagem a Cláudia Coutinho, Toni conta com a participação da Camerata de Violões. A décima terceira música é Pedra de sal, seguida de Três meninas, uma composição estilo samba-choro. A homenagem agora vem de seu início de carreira. Toni dedica Sacode a poeira a Osmar Macedo, inventor do trio elétrico, junto com Dodô, através de um delicioso frevo. O CD termina em paz com Acalanto e a participação de Cláudia Coutinho mais uma vez, cantando, na única faixa com letra do CD. Um show de cordas e harmonia. Lançamento Independente. Para adquirir o CD: rafaelmattoso@yahoo.com.br ou Tel. (21) 2289-5753/9806-3386 (Por Sérgio Fogaça)