PM - E como foi a época do Quarteto Livre, em 69?

NA - Foi logo em seguida. Naquela época, já tinha essa história do (Geraldo) Vandré também. Porque sempre teve um paralelo do meu lance com o Bituca (Milton Nascimento) e do meu lance com outras pessoas. Nesses festivais eu toquei com o Vandré uma música dele também, que eu não me lembro exatamente qual, mas a gente já tinha o Quarteto Livre, que era eu, o Naná Vasconcelos, o Geraldo Azevedo e o Franklin da Flauta. O Geraldinho já morava no Rio, o Naná tinha acabado de chegar e o Franklin era um carioca aqui da Urca. Eu fiz uns shows com o Vandré e o Maurício Einhorn. O Maurício saiu, entrou o Naná, depois o Franklin e o Geraldinho. Aí, fizemos esse quarteto e viajamos bastante para São Paulo, tocamos no Festival da Record com Vandré. Não me lembro o nome da música. Foi a época em que a gente começou a fazer a turnê "Para não dizer que não falei das flores". Viajamos muito. Um dia a gente tinha show marcado em Brasília. Quando íamos de Anápolis para Brasília, estourou o AI-5 (Ato Institucional nº 5). O Quarteto Livre era uma convivência muito legal.

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