"André Mehmari, Celio Barros e Sérgio Reze"
O trio formado por esses excelentes instrumentistas esbanja virtuosidade e currículo, apesar da relativa pouca idade deles. Todos com passagem de destaque nas versões instrumentais do Prêmio Visa MPB. André e Célio dividiram o primeiro lugar na primeira versão, em 1998, apoiados pela percussão de Sérgio. Este, por sua vez, alcançou lugar de destaque na quarta edição do Visa, também instrumental, no ano passado. Este CD já é a segunda experiência do trio, todas as duas seguindo o mesmo critério: gravaram numa única sessão, sem temas pré-definidos e baseados em improvisação livre dos músicos. O primeiro CD chama-se "Odisséia", registrado em 1998 e lançado no início de 2000. Logo em seguida, o trio partiu para este segundo disco, gravando ainda em meados de 2000 e lançando recentemente. O resultado é excepcional e sofisticado. Mostra até onde pode ir a explosiva criatividade e sensibilidade desses virtuoses. O CD traz inúmeros climas e sensações. Um registro de três personalidades musicais distintas, promovendo encontros harmoniosos durante as seis faixas do trabalho. A duração de cada uma delas varia de três minutos e meio a mais de nove minutos. Os temas, que podem até indicar alguma direção sonora, foram chamados de Cristais, Minas, Cordilheiras, Excêntrica, Atlântico e Revelação. Vale a pena conhecer um pouco mais sobre cada um deles. André Mehmari é pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista. Nasceu em Niterói, Rio de Janeiro. Aos 13 anos, porém, já tocava em casas especializadas em jazz, entre trios e quartetos na cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo. Depois, em 1995, começa a estudar piano no departamento de música da Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 1998 conquistou o Prêmio Visa, que deu-lhe a oportunidade de gravar um CD já na companhia destes seus dois companheiros. Já participou de importantes festivais de jazz como arranjador e solista, além de trilhas sonoras para grupos de dança e cinema. Célio Barros também é carioca, mas da capital. Foi vencedor do Prêmio Visa em 1998. Ainda no mesmo ano, atuou ao lado de David Friedman, Richard Boukas, Márcio Bahia e Wilton Marsalis, entre outros. Em 2001 participou do 9º Encontro de Ensembles de Violoncellos de Beauvais, na França. Recentemente, vem preparando o 2° e o 3° CDs do Interchanges e selecionando material já gravado para uma coleção de CDs do Strange Meetings, com a participação de Sérgio Reze no último. Dirige também o seu estúdio e o selo PMC - Produção de Musica Contemporânea, por onde foi registrado este trabalho. Sérgio Reze é de Sorocaba, interior de São Paulo, mas é radicado na capital. Estudou com o baterista Zé Eduardo Nazário. Em seguida, foi para os Estados Unidos, onde graduou-se com Menção Honrosa pelo Percussion Institute of Technology, em Los Angeles. Em 1998, depois de atuar ao lado dos vencedores do Prêmio Visa, versão instrumental, esteve presente como artista e professor convidado do Festival de Música de Londrina, no Paraná, onde também se apresentou e lecionou em 2000 e 2001. Também no ano passado, foi destaque no Prêmio Visa, recebendo muitos elogios da crítica especializada. Tem tocado com nomes importantes da música instrumental como Roberto Sion Big Band, Mané Silveira, Michel Friedenson e Natan Marques, entre outros. Talento e currículo não faltam para validar este trabalho como um dos mais importantes lançamentos instrumentais do momento. Lançamento PMC. E-mail: mehmaribarrosreze@falandomusica.com ou site: www.falandomusica.com (Por Sérgio Fogaça)
Arun - "Tamboura Guitar"
Que tal escutar uma música meditativa oriental com traços e ritmos da música brasileira? Pois é o que se encontra aqui neste CD. Arun é um músico popular formado em violão clássico por Turíbio Santos, na Universidade do Rio de Janeiro. Ele usa um tipo de afinação que chama de "mântrica". Sua música pode também ser denominada de new age, mas não só. Ele é discípulo do mestre contemporâneo Osho. O CD abre com Radha Om, onde se nota, já com bastante clareza, essa fusão de Oriente e Ocidente. O violão é preciso, brasileiro, mas a música percorre climas variados e, por que não dizer, místicos. Segue com Reencontro. Uma faixa cheia de harmonia e variações rítmicas, onde Arun mostra bem sua técnica com o violão. Essa sim com os dois pés no Brasil. A terceira é Osho Moon, bem interessante, com base de samba nas cordas e o canto indo em outra direção. Depois vem Via sacra, com mais belos acordes instrumentais, seguido de Song of Radha. Bossa nova com elementos orientais. Única canção com letra em português do CD. A sexta canção é Oshoba – eternal holidays. Também outro samba. Na verdade, uma exaltação à brasileira para Osho, com a música vindo numa evolução como num desfile de escola de samba. Segue com a música mais generosa do disco. Tamboura Guitar possui exatos 27 minutos. Com uma paisagem harmônica meditativa, sua estrutura foi visivelmente inspirada na música indiana. Realmente um convite à meditação. O trabalho encerra com Expansion, uma performance ao vivo de Arun e outros músicos, gravada no Buddha Hall, em Puna, na Índia. Aliás, o músico já se apresentou em outras partes do mundo. De 1984 a 1991 se apresentou várias vezes em Berlim, na Alemanha. Este CD recebeu o Prêmio Renato Russo da Fundação Cultural do Distrito Federal. Lançamento independente. Site:www.arun.com.br. E-mail: arun@arun.com.br . (Por Sérgio Fogaça)
Augusto Martins - "Augusto Martins Canta Djavan"
Um disco de grandes nomes. Além de o cantor ter escolhido a obra de um só autor, o trabalho traz as participações especialíssimas de gente que sabe onde pisa. Augusto Martins canta Djavan e ganha a participação de Leila Pinheiro, Yamandú Costa, Beth Carvalho, João Donato, Fátima Guedes, Aquarela Carioca e Seu Jorge, além do acompanhamento de excelentes instrumentistas. Este é seu segundo trabalho. No primeiro, lançado em 1997, já interpretava duas músicas de Djavan: Muito obrigado e Samba dobrado. O CD começa com uma versão mais acelerada de Sina. A segunda não deixa o ritmo cair. A composição de pandeiro, voz e baixo elétrico ficou muito bem em Asa. O intérprete fez uma bela introdução declamativa para logo entrar cantando. Ficou legal. Segue com um dos mais recentes sucessos de Djavan. Eu te devoro vem com um saboroso diálogo de cordas e cello, apoiado pela percussão de Edu Szajnbrum. Em Desejo, a quarta canção, começam as participações. Aqui Leila Pinheiro traz seu belo canto ao lado de Augusto e do piano de João Donato. Vale ainda lembrar que tem a bateria e percussão de Robertinho Silva, baixo de Ney Conceição, gaita de Israel Meirelles e guitarra de Ricardo Silveira. Açaí, outro grande sucesso do compositor, ganha uma versão mais cadenciada. Em Azul, a sexta música, Augusto optou por uma levada reggae. Os arranjos são de Israel Meirelles e Paulo Malaguti "Pauleira", com trombone e trompete, além de baixo, percussão e violões. Me leve ganhou interpretação luminosa do intérprete. Sua voz é dobrada, às vezes. De Djavan e Cacaso, Lambada de serpente tem arranjo delicado, baseado em teclado e violão de aço. A seguir, mais delicadeza e força interpretativa em Outono. As grandes participações ficam por conta de Fátima Guedes e o virtuoso violão de Yamandú Costa, que também fez o arranjo para seu instrumento. Também acompanhou todas essas feras o baixo elétrico de Ney Conceição. Depois vem Esfinge, seguida de Dou-não-dou, com a participação do grupo Aquarela Carioca. Pedro Brasil traz, como em tantas outras canções do CD, a gaita sensível de Israel Meirelles. A penúltima faixa é puro bom astral. Duas músicas: Capim, com a participação de Beth Carvalho e Beiral, com a voz forte de Seu Jorge e também Beth e Augusto interagindo. Samba bom, é claro. Flor-de-lis encerra o CD, antes de um remix, ainda trazendo uma levada de samba. O remix, que efetivamente fecha o trabalho, foi feito sobre a música Eu te devoro. Vale a pena. Lançamento Dabliú. Tel (11) 3079-1843 e 3079-0372. (Por Sérgio Fogaça)
Carlinhos Antunes - "Paisagem Bailarina"
Carlinhos Antunes é, sem dúvida, uma personalidade da música instrumental brasileira. Mas depois de passar e, às vezes, morar em países como Marrocos, Peru, Nicarágua, Holanda, Cuba, França, Inglaterra, Grécia, Itália Espanha, Turquia e Croácia sua música não poderia deixar de ter um molho especial. O CD "Paisagem Bailarinha" é uma feliz reunião dessas especiarias. Está sendo relançado pela gravadora Lua Discos, acrescido de duas faixas e novo projeto gráfico. Sua primeira edição saiu em 1996. O CD inicia com um certo mistério, misturando percussão de kalimba, triângulo, vaso e tablas, sem a gente perceber para onde vai a música. Mas logo vem um forró mais acelerado e virtuoso. A música é Xaxados y perdidos e foi feita em homenagem a Hermeto Pascoal. Essas surpresas rítmicas vão continuar por todo o trabalho. Ótimo! Vale a pena, ainda, citar os músicos que o acompanham nessa primeira faixa, só para se ter uma idéia do "naipe" do CD. Violões, percussão e vozes de Carlinhos Antunes, flautins de Toninho Carrasqueira, acordeon de Toninho Ferragutti, cello de Adriana Holtz e tablas de Caíto Marcondes. A segunda faixa é para se sentir em coreto de cidade do interior. Praça de Minas, só de Carlinhos, como a música anterior, tem uma marcação precisa do pandeiro de Sergio Gomes. Segue com uma bonita homenagem que o autor fez para seus pais. Sarau o quê? Como antigamente, tem uma surpreendente mistura de choro e tango. A bela Per un’amante del jazz, a quarta música, sabe valorizar cada instrumento. Do saxofone de Nailor Proveta a voz quente de Tutti Baê. Mais homenagem de Carlinhos, agora para os irmãos Odair, Sérgio e Badi Assad. Danza de los ritmos tem direito a palmas e cajón tocados por Luciano Katib. É a canção mais generosa do CD, com quase nove minutos de som. Segue com a canção título do trabalho. Paisagem bailarina é delicada e traz, além de Carlinhos no violão, Toninho Carrasqueira na flauta (um pássaro) e Benjamim Taubkin no piano. A sétima canção é Mineirice Ibérica, que Carlinhos compôs em parceria com Arnaldo França, em homenagem a Toninho Horta. Todo o universo do compositor mineiro está aí, inclusive nos vocais feitos por Carlinhos e Tutti Baê. A seguir vem Saci-Pererê, com uma oportuna brejeirice que lhe convém e o autor tocando um violão cebolão, além do apoio singelo de sons de pássaros da floresta. Quase um vôo, a nona, foi dedicada a Tutti Baê, que também participou da faixa cantando. Depois vem Pau de arara, de Arnaldo França, seguida de Salsa malandra, música que Carlinhos compôs com Bill Kopper, companheiro dele no Grupo Instrumental Samambaia, quando ambos viviam em Madri. Já a letra é de Carlinhos em parceria com Maurício Fonseca. Ritmo e brasilidade de sobra. Baioracha, de Zéli, que também toca baixo nessa e em outras faixas do disco, tem uma linguagem mais jazzística. O CD fecha com uma adaptação de Carlinhos para O bolero de Ravel. Ele pode. O efeito é sensacional. Lançamento Lua Discos. Distribuição MCD World Music. Tel. (11) 3257-9744 ou site: www.mcd.com.br (Por Sérgio Fogaça)
Maurício Nogueira - "Maurício Nogueira e a Feira"
Mauricio Nogueira tem hoje 23 anos. Ainda jovem, mas maduro musicalmente, começou a compor aos 12 anos de idade. É de Sorocaba, interior de São Paulo, e por lá toca e participa de festivais. Mas a música não tem fronteiras. Seu virtuosismo vai além da composição. Neste CD, lançado ano passado, ele fez arranjos e produção, além de tocar vários instrumentos como guitarra, violão, viola, percussão e teclados. Uma amostra de 12 de suas mais de 100 canções já feitas. O CD abre com uma agradável balada. Treze lógicas apresenta também o canto autoral de Mauricio. A canção tem uma levada meio folk e lembra outro dado biográfico do autor. Ele participou de bandas de rock e, num certo momento, um vocalise lembra coisas da banda The Cure. Imagens, a segunda faixa, revela outras influências marcantes em sua música. Mauricio se inspira, e toca ainda hoje, músicas do Clube da Esquina, como Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges. Segue com Tempo de amor. Lirismo e paixão transformados em som. A quarta faixa é Cold as ice. Bela canção com participação especial de Mariane Gusmão. Incrível como há canções que parecem mesmo feitas para a sonoridade da língua inglesa. Mostrando seu ecletismo, depois vem a bossa Desilusão, com uma formação enxuta, e adequada, só de violão, voz e percussão. A sexta música é Porque somos jovens. Bem Renato Russo. Frases inspiradas sobre o tema, como "A vontade de criar é maior que a de aprender". Juventude na veia. Raiz é a sétima, seguida de Hamor negro. Um trocadilho. Lui, a música seguinte, é uma provável homenagem ao filho do autor. Singela e carregada de emoção. Segue com Terra partilhada, uma espécie de canção de protesto. Exalta uma divisão de terras mais justa. Tema sempre oportuno por aqui. A penúltima canção do CD é Rebento e Bel prazer fecha o disco com lições de liberdade e prazer de viver. Lançamento independente. E-mail: afeira@ig.com.br. Site: www.mauricionogueira.hpg.com.br. Tel. (15) 211-3393 e231-9930. (Por Sérgio Fogaça)
Ulisses Rocha - "Estudos para violão nº 1"
A sensibilidade e a técnica de grandes músicos instrumentistas brasileiros ao alcance de todos. A Coleção de Música Instrumental Brasileira, publicada pela Editora Árvore da Terra, são livros de partituras de composições, repertórios e vivências didáticas de grandes artistas. O primeiro volume lançado, da série Individuais, foi "Estudos para violão nº 1", de Ulisses Rocha. Também chegarão ao mercado outros volumes Individuais e Coletâneas, nos quais diversos músicos apresentarão obras de repertório, com trabalho de texturas e estilos semelhantes em cada volume. O de Ulisses Rocha são dez estudos que o violonista criou para seu próprio aprimoramento na técnica do instrumento. Ele procura apresentar mais do que um simples exercício convencional, como ele próprio explica na apresentação do livro. "Esta série nasceu da necessidade de se estudar técnica de uma forma mais musical que mecânica, desenvolvendo a técnica, evitando o tédio dos exercícios de mecanismo. Na busca da melhor mesclagem dos principais elementos, foram aparecendo aos poucos a música brasileira, o jazz, o clássico, enfim, um pouco de tudo aquilo que forma o que chamamos de ‘Música Instrumental Brasileira Contemporânea’, o que foi delineando a peculiaridade desse conjunto de composições. Com o passar do tempo percebi que os estudos compostos para o meu próprio aprimoramento eram agora peças importantes para o desenvolvimento técnico de dezenas de jovens instrumentistas que foram me encorajando com o seu entusiasmo". Enfim, uma série de documentos musicais fundamentais para a identidade nacional, prática e aproximação com um estudo mais agradável e estimulante. Lançamento Editora Árvore da Terra. Tel. (11) 3887-7457 ou e-mail: livrariaterra@arvoredaterra.com.br. (Por Sérgio Fogaça)
Vange Milliet - "Tudo em Mim Anda a Mil"
Depois da chamada vanguarda paulistana que surpreendeu o Brasil no final dos anos 70 e início dos 80, veio quem? Vange Milliet, por exemplo. Na primeira safra despontaram nomes como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, grupo Rumo e as cantoras Suzana Salles, Ná Ozzetti e Vânia Bastos, que dialogavam sozinhas ou em parceria com esses compositores e grupos. Já no final dos anos 80, outro grupo de cantoras e instrumentistas despontava levando a mesma bandeira e ainda imprimindo marca própria. Entre elas estavam Miriam Maria, Tata Fernandes e Vange Milliet. Este já é o terceiro trabalho solo de Vange. "Tudo em Mim Anda a Mil" reafirma as importantes parcerias que a cantora e compositora vem agregando ao longo de sua carreira. Nomes como Chico César, Zeca Baleiro e Itamar Assumpção são constantes em seus trabalhos. O CD começa com Funkier than a mosquito’s tweeter, de Aillene Bullock, que Nina Simone havia gravado nos anos 70. Mas a linguagem foi direto para 2002, com a "pressão" do baterista alemão Marlon Klein, da banda Dissidenten. Para quem já conhece o trabalho de Vange, a interpretação é surpreendente. O caos no lugar certo. A seguir, começa o show de parcerias. O passeio suave do arranjo valoriza Tudo em mim, com letra de Paulo Leminski e Vange Milliet, e música só de Vange. Sensível sedução. A terceira faixa é Morena de Angola, de Chico Buarque, que leva um certo balanço baiano irresistível. Segue com mais uma composição de Vange. Vou te convidar tem ainda música feita por Zeca Baleiro, que também arranjou a canção junto com Paulo Lepetit, um dos mais famosos contrabaixos do país, com sua marca registrada, principalmente, nas canções de Itamar Assumpção. Na música, ainda, grande casamento das vozes de Vange e Alê Carvalho, além do sensível piano de Benjamim Taubkin. A quinta música é Fala baixo, de Alzira Espíndola e Paulo Sales. Além de Vange e Lepetit, acompanham nessa e em outras faixas do CD os grandes músicos Webster Santos, nos violões, e Guilherme Kastrup, na percussão. Com música e letra de Chico César, Orna bem traz um coro masculino "de responsa": Marcelo Pretto, finalista do Prêmio Visa - versão interpretes, e os grandes Rubi e Carlos Zimbher. Segue com a fusão das músicas Samba do ziriguidum, de Jair de Castro e Luiz Bittencourt, e Que grilo dá, de Alceu Valença, com um excelente acompanhamento musical dos instrumentistas já citados e a desenvoltura vocal de Vange. Qualquer um, a oitava faixa, tem bastante malícia e consciência em música de Alê Carvalho e letra de Vange Milliet. As participações especiais continuam. Desta vez com João Parahyba, do Trio Mocotó, fazendo marcações em alguns instrumentos de percussão, incluindo uma caixa de fósforo em Seja breve, de Noel Rosa. A décima canção é Sem pose, só de Vange, com participação do virtuoso guitarrista Edgard Scandurra, do grupo Ira! Segue com Cavalo ferro, de Fagner e Ricardo Bezerra, com um belo arranjo de cordas acústicas. O CD fecha com Maningue Nice, de Vange Milliet e Paulo Lepetit, que contemplam um certo experimentalismo misturado a tradição, no caso, com um sample de cantoras de Moçambique. É isso: o saudável experimentalismo de Vange Milliet e sua trupe. Lançamento Elo Music - www.elomusic.com.br - Distribuição Sony Music - www.sonymusic.com.br. (Por Sérgio Fogaça)