Banda Gardenais - "Sucessos Inéditos"
Gardenais é o nome da banda que nasceu no início da década de 90, na capital mineira. Formado por Caio Ducca (violão, guitarra e voz), Del Cabral (bateria), Alex Reuter (baixo), Bruno Ducca (teclado, violino e vocal) e Léo Moraes (guitarra e vocal), o grupo brilhou em seu CD de estréia. O disco tem a presença de Marcelo de Paula (ex-Banda Virna Lisi) na pré-produção. Das 11 faixas, 9 são de autoria do integrante Caio Ducca. Ousadia? Talvez. Rótulo pouco importante quando ouvimos a sonoridade própria que o grupo alcançou no disco independente. Nota-se, com clareza, que o rock feito pelos Gardenais é fruto de exercício conjunto. Coeso, o quinteto produz um rock com raízes britânicas. As melodias fazem querer ouvir música a noite toda. E mais: para quem confere o show a banda é igualmente especial no som que deixa fluir. As letras são criativas, breves e dão o recado. O compromisso talvez seja mesmo a ‘alegria’ (título de uma das faixas), algo que vem e se vai, como a letra diz, mas, em Gardenais é presente. Complementam o repertório três simpáticas versões para Irene (Caetano Veloso), Prá aquietar (Luiz Melodia), esta última com apropriado trecho incidental de Back in Bahia, de Gil. Se o nome sugere estranha irreverência, a banda condiz com responsabilidade. Responsabilidade musical. Mais informações: www.gardenais.com e banda@gardenais.com (Por Márcia Francisco)
Cristina Buarque e Henrique Cazes - "Sem Tostão 2... a crise continua – Canções de Noel Rosa"
Só tomando uma. Ou não, não importa, o que vale mesmo é se entregar ao total clima botequeiro deste disco, no melhor sentido. Noel Rosa é pedra fundamental da música popular do Brasil. Cristina Buarque e Henrique Cazes são grandes músicos contemporâneos, um com a voz e outro com o violão e cavaquinho. Juntaram-se "os três", num bar lendário do Rio de Janeiro, para gravar essa obra, na verdade, a segunda etapa de um projeto. A história começou em 1992, quando Cristina e Cazes estrearam o show "Sem tostão... a crise não é boato", com composições de Noel Rosa, viajando por algumas capitais do País. Em 1995 a gravadora Kuarup lançou o CD do show no Brasil e na Europa. Em 1999, os músicos resolveram continuar o projeto, considerando uma segunda etapa. Depois de azeitar o espetáculo, aconteceu a gravação, de fato, no bar Bip-Bip, no Rio de Janeiro. O CD "Sem tostão 2... a crise continua", tem uma espécie de conceito faixa-a-faixa. Começa com letras que falam sobre a influência estrangeira no Brasil. O CD abre com Não tem tradução, seguida de Tarzan, o filho do alfaiate, música que Noel fez em parceria com Vadico. Todas as composições aqui são de Noel, mas algumas são parcerias com outros autores. Na terceira, oportunamente, Cazes empunha uma viola-caipira para Cristina desenvolver sobre Minha viola. Cazes canta Seu Zé, a quarta faixa, uma paródia da valsa Boneca, de Benedito Lacerda e Aldo Cabral. Ainda na mesma faixa, o duo canta Mas como outra vez e Seja breve. A quinta faixa traz três músicas também. A seqüência começa com o triângulo amoroso de Nunca mais, seguida de Malandro medroso e Julieta – esta última Noel fez em parceria com Eratósthenes Frazão. Segue com uma seqüência de polêmicas que aconteceu entre Wilson Batista e Noel. Os músicos se propuseram aqui a mostrar quase toda ela. A seqüência começa com Lenço no pescoço, de Wilson Batista, ao qual Noel respondeu com Rapaz folgado. Wilson não se entregou e fez Mocinho da Vila. Mas a polêmica não parou aí e depois que Noel fez Feitiço da Vila, que eles também apresentam aqui, Wilson respondeu ao samba, verso por verso com Conversa fiada, e, por sua vez, Noel retrucou com Palpite infeliz, revelando uma das melhores arquiteturas da canção popular. Ainda mais polêmica na oitava faixa com a música Frankenstein da Vila e Terra de cego, ambas de Wilson Batista. Mas toda essa discussão termina na diplomacia em Deixa de ser convencida, única música composta em parceria de Noel com Wilson. Apesar da figura de Noel ser muito associada ao bairro de Vila Isabel, freqüentemente seus sambas referem-se a Penha, outro bairro carioca. A nona faixa mostra isso por meio das músicas De qualquer maneira, composta com Ary Barroso, Meu barracão e Feitio de oração, com Vadico. Segue com duas gravações que Noel fez em parceria com Marília Batista, em 1936. São elas Quantos beijos, também feita com Vadico, e o único samba que Noel fez para sua mulher, Dona Lindaura, a imperativa Você vai se quiser. A décima primeira vem com o acompanhamento do cavaquinho de Cazes, enquanto Cristina entoa Pra esquecer. Depois vem uma das mais famosas de Noel, a bem-humorada, se não fosse trágica, Com que roupa. O CD encerra com a ajuda do público cantando O orvalho vem caindo, composta com Kid Pepe, e Até amanhã, uma verdadeira despedida a la Noel Rosa. Tomara que o projeto continue. Lançamento Kuarup. Adquira o CD pela parceria Página da Música - Gravadora Kuarup: clique na capa do disco e entre diretamente no site da gravadora. (Por Sérgio Fogaça)
"Flor Amorosa"
Que beleza! O bom astral do chorinho – gênero reconhecidamente executado por virtuoses – ganha o charme das vozes femininas do grupo Flor Amorosa. Estreando no cenário musical este ano, o grupo já despontou em projetos importantes como a Rua do Choro, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, num documentário sobre a história do choro feito pela HBO, além de já ter se apresentado e participado de rodas de choro ao lado de Laércio de Freitas, Jane Duboc, conjunto Época de Ouro, Alaíde Costa, Luís Nassif, Eduardo Gudin e Jane do Bandolim, entre outros. No CD, as meninas ganharam o respaldo e o acompanhamento, em algumas faixas, dos irmãos chorões Izaías e Israel Bueno de Almeida, além de Canhotinho, do grupo Demônios da Garoa. E quem são as meninas? As irmãs Rosana, Verinha e Lurdinha Mancini e Anna Maria Machado nas vozes, acompanhadas pelo sensível piano de Dudáh Lopes. O CD inicia com o hino Odeon, de Ernesto Nazareth e Vinícius de Moraes. O grupo é clássico e fez uma coisa genial no encarte do disco. Junto com cada música há um breve histórico da composição. A segunda faixa tem as vozes bem colocadas em Doce de coco, de Jacob do Bandolim e João Pacífico. A direção vocal do CD é de Rosana Mancini. Segue com Brasileirinho, de Waldir Azevedo e Pereira Costa. Aqui já aparece o grande bandolim de Izaías Bueno de Almeida, o violão do irmão Israel, além do cavaquinho de Canhotinho e o pandeiro de Kika Hein. Mas vale também os solos instrumentais, inclusive no teclado de Dudáh. O disco segue abrindo espaço para a linda valsa Eu sonhei que tu estavas tão linda, com música de Francisco Mattoso e letra de Lamartine Babo. A quinta faixa é Homenagem a Chiquinha, composta pelo próprio grupo, feita sobre variação do maxixe Corta-jaca (O gaúcho), de Chiquinha Gonzaga. Na letra, ainda, elas citam músicas de Chiquinha Gonzaga. Tom Jobim também tem lugar aqui com Falando de amor. Um choro-canção, como revela a letra da música. Adiante com Treze de dezembro, uma surpreendente parceria de Luiz Gonzaga, Zé Dantas e Gilberto Gil. Na verdade, composição instrumental de Gonzaga e Dantas, com letra posteriormente criada por Gil em homenagem ao dia de nascimento de Luiz Gonzaga, como bem informa o encarte. A oitava é o romantismo de Ingênuo, de Pixinguinha, Benedito Lacerda e Paulo César Pinheiro, com solos vocais de cada uma das integrantes do grupo. Depois vem a brejeira Tico-tico no fubá, de Zequinha de Abreu e Aloysio de Oliveira, seguida de Pedacinhos do céu, de Waldir Azevedo e Miguel Lima. A versatilidade do grupo não poderia deixar de fora Jura, de Sinhô, eternizada na voz de Mário Reis. A décima segunda é Tão só, tema instrumental de Izaías Bueno de Almeida, com letra inédita do grupo Flor Amorosa. Depois vem o grande desafio de qualquer grande chorão. Espinha de Bacalhau tem composição instrumental feita por Severino Araújo e letra de Fausto Nilo. O CD termina com Flor amorosa, de Catulo da Paixão Cearense e Joaquim Antonio da Silva Calado. Música historicamente considerada como o primeiro choro. Nada mais oportuno para nomear o grupo que está recontando a história do choro, por meio de belas e afinadas vozes. Lançamento CPC-UMES: www.umes.org.br e cpcprod@umes.org.br. (Por Sérgio Fogaça)
Gereba - "Sertão"
Com a autoridade de quem pertence à terra, o compositor e músico Gereba, natural de Monte Santo, sertão de Canudos, na Bahia, lança "Sertão", homenageando os cem anos da grande obra "Os Sertões", de Euclides da Cunha. Essa é, na verdade, uma espécie de complemento de outro lançamento feito pelo autor em 1997, quando lançou o CD "Canudos", lembrando justamente o centenário da Guerra de Canudos. Em "Sertões", Gereba saúda a obra literária por meio de inspiradas canções e inúmeras parcerias nordestinas. O CD vai além da obra, ou do fato em si, sobre Canudos. Também retrata personalidades dos interiores nordestinos de antes do episódio. Além de Gereba ser um dos nomes mais expressivos da música brasileira, seus parceiros neste trabalho vão de Patativa do Assaré, passando por poema de Câmara Cascudo, até parcerias com Capinan, João Bá e o jornalista José Nêumanne Pinto. O CD abre com uma homenagem ao rio Vaza Barris, que era fonte de água e proteção dos seguidores de Antônio Conselheiro. A música é O pai da coalhada roncou, de Gereba e Bule Bule. Segue com Forró de roda, dele e Luiz Carlos Bahia. O nome da canção já diz tudo. Pode ser forró e samba de roda; melhor, é os dois. A homenagem agora vai para Antonio Ribeiro da Conceição – o Bule Bule, composta por Gereba e Carlos Olympio. O ritmo mantém a levada da música anterior. É um estilo mesmo. Depois vem Baião de nós, de Gereba e Capinan, seguida de Maracatu Pajeú, de Gereba e Carlos Pita. Esta evoca mais de um personagem vivido no nordeste. Vide verso: Ganga zumba toca zabumba/maracá pra Pajeú.../Um beato conselheiro/Em coronel demente. A sexta é A mulher de Bule Bule, de Gereba e João Bá, e, na mesma faixa, uma divertida Resposta a João Bá, do próprio Bule Bule. Depois vem a música que Gereba e Arnaldo Xavier fizeram sobre texto anônimo de domínio público. Zoio que tanto viu era utilizado pelas escravas nos enterros de pobres quitandeiras. O CD é fértil em homenagens. A próxima é para o eterno rei do baião, Luiz Gonzaga. Duas luas é de Gereba e Carlos Pita, citando ainda Sivuca e Dominguinhos. Depois vem Belo Monte, de Gereba e João Bá, seguida de Sertão de Canudos, só de Gereba, e Choveu no sertão, de domínio público, ambas com a participação da Orquestra Nzinga de Berimbaus. A décima primeira é Festa da natureza, de Gereba e Patativa do Assaré – poema que Patativa escreveu para o trabalho de Gereba, que fez uma bela melodia valseada. Depois vem mais uma canção melodiosa. No mundo do sertão sem fim é de Gereba e Tuzé de Abreu. Ainda, numa espécie de bloco de canções suaves, também se encaixa Na casa avoenga, de Gereba e Nêumanne Pinto. Segue com Graúna, dedicada a Candinha Bezerra e Henfil, e, na mesma faixa, também Floradas em Canudos, poema de Dácio Galvão declamado por Nêumanne Pinto. O CD encerra com um poema de Câmara Cascudo, escrito em 1926. Não gosto de sertão verde foi adaptada e musicada por Gereba, arranjada por Júlio Medaglia, com participação de Dominguinhos, no acordeon, e da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte. Um grande final. Lançamento Paulus: www.paulus.com.br . (Por Sérgio Fogaça)
"Hamilton de Holanda"
Este CD é um clássico da contemporaneidade. Clássico porque no repertório tem choros - mas não só - bem gravados, como Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro e Vibrações, de Jacob do Bandolim, este último acompanhado do conjunto Época de Ouro. E contemporâneo porque seu solista tem apenas 26 anos mas já é considerado "um gênio do bandolim", segundo frase de Beth Carvalho, entre já tantos outros admiradores. Seu destino de grande instrumentista já foi traçado em casa. O avô era trompetista, o pai toca violão e um tio era craque no saxofone. Em 1995 Hamilton classificou três músicas suas para a final do II Festival de Choro do Rio de Janeiro e ainda ganhou o prêmio de melhor intérprete. Ano passado, venceu o Prêmio Icatu-Hartford de Artes, ganhando como prêmio residir um ano em Paris para aperfeiçoar sua técnica. Mas é antes de tudo um virtuoso brasileiríssimo. Na alegria ao tocar e na escolha de repertório. O CD começa com Baião malandro, de Egberto Gismonti, com arranjo do próprio Hamilton. Uma festa nos dedos do grande instrumentista. Depois de passar seis minutos com a boca aberta, o tempo que dura a primeira música, o CD segue com Deixa, de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Aqui, Hamilton, de certa forma, apresenta um grupo seu chamado "Brasília Brasil", formado por Rogério Caetano, no violão de 7 cordas, e Daniel Santiago, no violão de 6. O arranjo é de Daniel. A terceira faixa traz o Samba do grande amor, de Chico Buarque. Além de bom músico, Hamilton ainda anda em boa companhia. Nesta faixa estão com ele Cristóvão Bastos, no piano, também responsável pelo arranjo, André Vasconcellos, no contrabaixo, Márcio Bahia, na bateria, e Marco Pereira, no violão. Este último também tem CD em dupla com Hamilton. Depois vem Menino Hermeto, única composição própria de Hamilton neste CD. Também maravilhosamente acompanhado do Quarteto Maogani. Segue com Boto, de Tom Jobim e Jararaca. Tem um momento aqui que parece que ele faz um berimbau no bandolim. Mas não são "efeitos" desnecessários; ele sempre respeita a música. É preciso. Os lendários violões do Conjunto Época de Ouro anunciam a próxima faixa. Vibrações, de Jacob do Bandolim, consagra esse grande "músico com alma de chorão, fincado no presente e atento ao futuro", como destaca João Máximo no encarte do CD. Moderno também é o arranjo para Santa Morena, ainda de Jacob do Bandolim, a próxima faixa. Uma beleza inconteste. O clássico Asa branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, é a oitava canção. Mais um arranjo inventivo de Hamilton de Holanda. Meio que no final da música, o instrumentista parece que nina a canção para depois terminar apoteótico. Segue com Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, faixa em que o instrumentista escolheu a interpretação solo, acompanhado de seu bandolim de 10 cordas. A penúltima é de Nelson Freire, Evocação (Evocação nº 1), seguida de O teatro da natureza, de Marco Pereira e Aldir Blanc, que encerra o CD. Um bandolim de ouro. Pode levantar a taça, Hamilton! Lançamento Velas/Caravelas. Distribuição Sony Music - Tel. 0800-234425. (Por Sérgio Fogaça)
Olivia Hime - "Mar de Algodão"
Um trabalho de extrema sensibilidade de Olivia Hime e todos os envolvidos neste projeto. A cantora e letrista escolheu interpretar os mares de Dorival Caymmi organizando o CD em três suítes: mar da manhã, mar da tarde e mar da noite. Para cada uma delas chamou grandes arranjadores que navegaram a vontade pelas músicas de Caymmi. Na manhã, trabalharam Paulo Aragão, do Quarteto Maogani, e Nailor Proveta. A tarde ganhou regência e arranjos de Wagner Tiso. E para a noite a idéia foi entregue a Francis Hime. O resultado só podia dar em bom gosto, show de virtuosidade e sensibilidade. Sensível e delicado também é o canto de Olivia, que casa maravilhosamente trabalho e emoção quando idealiza e realiza um projeto como este. O CD amanhece com a intérprete a capela entoando Quem vem pra beira do mar, seguida do Quarteto Maogani em tema instrumental. A segunda faixa é Pescaria (Canoeiro), seguida de Milagre com um delicioso coro, que também participa em outras faixas, com Mart’nália, Analimar e Jurema de Cândia. Em Dois de fevereiro, Olívia encorpa mais a voz e lembra melhor o clima de festa da música. A levada continua em Festa de rua. Os músicos, aproveitando o balanço do mar, vão e voltam nas canções. A quinta faixa comprova a universalidade da música quando traz um mineiro de voz praieira na introdução de Morena do Mar: o grande Sérgio Santos. Depois vem Olívia fazendo o mesmo tema bem acompanhada de uma orquestra de sopros, com os arranjos de Proveta. A manhã finda como começou, ou seja, com a música Quem vem pra beira do mar, com as cordas do Maogani. A tarde é de Wagner Tiso, que chega com seu elenco de primeira para a introdução de Mar da tarde. A nona faixa é Saudade de Itapuã, que traz intervenções e solos da harmônica de Maurício Einhorn. Segue com as cordas, sopros e canto em O bem do mar. O concerto continua em Cantiga da noiva e O mar. Anoitece e Francis Hime chega com seus arranjos e piano, além de muitos violinos entre outros instrumentos, incluindo uma harpa. Esse período inicia-se com Noite de temporal e a belíssima O vento. Em seguida, forte, vem A lenda do Abaeté com a voz do próprio Dorival ao lado de atabaques, que continuam por toda a faixa, com Olívia também cantando. É de se sentir lá. Temporal é a décima quinta canção, mais uma vez com arranjo primoroso. É doce morrer no mar, parceria de Caymmi com Jorge Amado, é a próxima música. Um clássico. Segue com Adeus de esposa e Sargaço mar. O CD finda com a volta do Quarteto Maogani e a música Quem vem pra beira do mar, novamente, dando a idéia de continuidade, lembrando que um dia é seguido de outro, como as ondas do mar. A direção musical é de Rodolfo Stroeter. Como Olívia diz no encarte, ele é "preciso, detalhista mas libertário". O disco é mais um biscoito fino de Olívia Hime. Tão bonito quanto o mar! Lançamento Biscoito Fino. Adquira o CD pela parceria Página da Música - Gravadora Kuarup: clique na capa do disco e entre diretamente no site da gravadora. (Por Sérgio Fogaça)