Rosa, amor e m sica

Por S rgio Foga a

"Jo o Gilberto me ensinou o lado cool, mais intimista da can o. J com Elis Regina aprendi a divis o, a cantar para fora, a saber interpretar um samba brasileiro"

    Que escola, hein? Quem essa mulher que se inspira em exemplos t o perfeitos e expansivos da m sica brasileira e, ainda assim, imprime marca pr pria, v o livre e reconhecimento do seu canto? Rosa Passos uma cantora e compositora de talento reconhecido e admirado por todo o mundo. Os convites chegam de todas as partes. Feras do jazz, da m sica cl ssica e popular se rendem ao seu talento. Ecl tica, gosta de dizer que seu canto brasileiro. E . Brasileir ssimo. Com discos gravados no Brasil e no exterior, ela canta em festivais de jazz na Europa e est gravando um CD s com m sicas de Gilberto Gil, Jo o Bosco e Djavan. J gravou outros individuais de grandes nomes da m sica, ora cantando s Tom Jobim, ora s com obras de Dorival Caymmi ou ainda de Ary Barroso. Como entoa com perfei o as m sicas da bossa nova, j ganhou at o t tulo de "Jo o Gilberto de saias", mas rejeita essa id ia. "Eu canto m sica brasileira. Al m disso, j compus sambas, salsas e boleros." Em agosto deste ano, segue para os Estados Unidos a convite do grande violoncelista Yo-Yo Ma para gravar m sica brasileira em um disco seu. No m s passado, estava em Punta del Este, num festival de jazz, a convite de Paquito de Rivera. Rosa tamb m se prepara para uma s rie de shows no Supremo Musical, em S o Paulo, dias 21, 22, 23 e 28 de fevereiro. Em "Essa Mulher" ela s canta m sicas que Elis Regina cantava. Mais que uma homenagem, um prazer, uma miss o. Ali s, assim que ela encara sua profiss o e seu prazer: como uma miss o. Acompanhe a seguir a entrevista com a cantora.

 

P gina da M sica - Voc est entrando em est dio para gravar um novo trabalho. Conta pra gente como ele .

Rosa Passos - Eu entro em est dio na segunda-feira (4 de fevereiro), aqui em S o Paulo. Nesse disco, estarei gravando tr s compositores que adoro: Djavan, Jo o Bosco e Gilberto Gil. Nos arranjos, tem coisas minhas, outras de Lula Galv o e tamb m de Proveta (da banda Mantiqueira).

PM - Por que voc escolheu estes tr s compositores?

RP - Eu gosto muito deles. Por exemplo, tenho trabalhos de releitura em que j gravei grandes refer ncias na minha vida, como Ary Barroso, Tom Jobim e Dorival Caymmi. Mas tamb m gosto muito de Gil, Djavan e Jo o Bosco. Fiquei com vontade de fazer um disco bem brasileiro e bem balan ado com estes tr s compositores que adoro. Por isso, vou gravar o lado caribenho de Jo o. Ele antol gico nos boleros. Vou gravar sambas de Gil, que gosto muito. E tamb m o lado de balada e o mais pop de Djavan. Fiz uma pesquisa do repert rio deles para fazer a composi o do disco e achei que fui muito feliz nessa id ia.

PM - diferente dos projetos anteriores. Se antes era um lbum por compositor, agora voc resolveu reunir tr s em um.

RP - diferente. Vai ser um disco muito balan ado, para cima, com uma conota o muito brasileira. Estou muito bem acompanhada com meus m sicos. Digo, Lula Galv o, que sempre faz os arranjos dos meus discos e j est comigo h 18 anos. Para mim, um dos melhores m sicos do mundo. O Proveta, que um m sico super conceituado. Acho que vai ficar um disco muito alegre, bem brasileiro. Inclusive moldado para o exterior, porque minha carreira no exterior cresceu muito. Ele tem uma conota o internacional de m sica brasileira e pode ser lan ado em qualquer parte do mundo.

PM - Qual o nome do CD?

RP - Ele vai se chamar "Azul".

PM - Ele tem uma unidade, no sentido de serem m sicas mais balan adas, como os boleros do Jo o, os sambas do Gil e uma parte mais pop do Djavan, embora voc v gravar baladas tamb m?

RP - De Djavan, vou gravar Ilha, Ali s, que um fox super lindo, Samurai, a pr pria m sica Azul e tamb m A a . De Gil vou gravar Amor at o fim e Mancada, por exemplo. J de Jo o Bosco tem Desenho de giz e Quando o amor acontece. Quer dizer, a obra deles grande, mas acho que consegui colocar um pouquinho de cada um e coisas com as quais me identifico, que gosto e que d o uma unidade ao disco. Acho que vai ficar um disco bem sensual, bem moreno, bem brasileiro mesmo.

PM - Voc tem id ia de quanto tempo vai durar a grava o ou quando o CD ser lan ado?

RP - Olha, eu costumo ser muito r pida para gravar meus discos. Por exemplo, estou com um disco saindo no mercado americano. Estive nos Estados Unidos no ano passado. Gravei esse disco s com viol o, baixo ac stico e voz, foram apenas tr s dias de grava o. Eu e o Paulo Paulelli, meu baixista. Isso acontece porque eu ensaio antes. A partir de hoje (quinta, 31 de janeiro) at domingo eu vou entrar em est dio com os meninos, gravar as bases, fazer um clima para cada m sica. Sou uma pessoa muito sistem tica com meu trabalho, porque acho que n o adianta s talento, tem de ter disciplina tamb m. Se voc consegue juntar essas duas coisas, voc vai longe. Eu adoro as coisas que fa o. Debru o-me sobre o meu trabalho com intensidade. Quando assim, voc entra no est dio para gravar j tendo um caminho, uma diretriz. E, para mim, quanto mais eu puder fazer as coisas com a base, ali na hora, melhor, porque a emo o est ali. Eu aproveito muito as minhas vozes guias nos meus CDs, porque aquela coisa de momento, da emo o.

PM - Qual a previs o de lan amento?

RP - Acho que ele ser lan ado em abril, aqui no Brasil. At 20 de fevereiro deve estar tudo pronto em est dio.

PM - Al m dos arranjadores e m sicos, tem alguma participa o especial?

RP - Tenho convidados que s o m sicos, al m do pessoal da banda Mantiqueira na parte de metais.

PM - Ter bastante metais, at por causa dessa participa o do Proveta (que da banda Mantiqueira)?

RP - Ter oito metais em quase todas as faixas. S n o tem metais nas faixas em que fiz os arranjos. S o coisas mais intimistas. Acho que s o s tr s faixas que n o t m metais. Os convidados s o o Marcus Teixeira, que um grande guitarrista brasileiro, e que participa da faixa Ali s, e Edu Ribeiro, um baterista aqui de S o Paulo, que vai tocar nas faixas Ali s, Quando o amor acontece e Samurai.

PM - Quem a banda que vai te acompanhar?

RP - S o os m sicos que me acompanham sempre, o F bio Torres, no piano, Paulo Paulelli, no baixo, Celso de Almeida, na bateria, e Lula Galv o, em v rios arranjos, al m de ser violonista e guitarrista, e tamb m o Proveta, que fez os arranjos de metais. S o m sicos aqui de S o Paulo que gosto muito. Eu adoro S o Paulo... (Rosa imita voz de paulista) "d licen a, meu!" (risos).

PM - Onde voc mora, Rosa?

RP - Eu moro em Bras lia j h muitos anos.

PM - baiana e est radicada em Bras lia?

RP - Isso. Meu marido funcion rio do governo.

PM - Entrando em outro assunto. Agora em fevereiro, voc vai estar fazendo um show intitulado "Essa Mulher", durante uma temporada no Supremo Musical, em homenagem a Elis Regina. a primeira vez que voc monta esse espet culo?

RP - Esse show a primeira vez, mas eu j apresentei aqui em S o Paulo mesmo, no Sesc Pomp ia, durante dois dias. Dias 19 e 20 de janeiro. Foi maravilhoso porque durante os dois dias o teatro estava super lotado, um p blico muito carinhoso. E para mim foi muito bom, como int rprete, fazer um trabalho de homenagem para a maior cantora brasileira de todos os tempos, que a Elis. Isso de certa forma um desafio, uma responsabilidade cantar as coisas que ela cantava. As interpreta es de Elis sempre foram definitivas. Ent o, tem de inovar, ousar, cantar totalmente diferente, porque cantar igual a ela n o tem nada a ver. Reverenciar a cantora de uma forma totalmente sua. E eu fui muito feliz nos arranjos, meus m sicos fizeram os arranjos e a rea o da plat ia foi muito boa.

PM - Voc concorda com esse t tulo, quando as pessoas dizem que ela foi a maior cantora do Brasil?

RP - Eu concordo. J houve grandes cantoras brasileiras, mas da poca dela, ela foi a maior sim. Ela, inclusive, teve influ ncia de ngela Maria, Dalva de Oliveira, Eliseth Cardoso, Clara Nunes, mesmo que tenha sido da mesma poca dela. Mas Elis marcou.

PM - Voc concorda, por exemplo, porque voc acha que ela sintetiza grandes cantoras?

RP - Exatamente o que voc est dizendo. Porque Elis teve a capacidade de colocar muita brasilidade no que fazia, com uma conota o internacional, universal. Ela cantava com muita intensidade, com muito suingue. Ela lan ava compositores novos, n o tinha medo de fazer isso. E era uma pessoa assim super entrosada com a banda. Tinha aquela coisa de dividir com os m sicos a parte r tmica, coisa que voc n o v hoje em dia. Eu procuro fazer isso porque n o sou s uma cantora, eu sou uma instrumentista, sou um m sico que canta. Essa coisa de voc pegar um samba quebrado e dividir, subir num palco j quebrando tudo, j come ar um show para cima, com a maior pauleira, como nas m sicas do Baden (Powell). Voc n o v hoje as cantoras fazerem isso. Essa coisa ficou com ela e n o se v uma continua o. Eu fa o isso. Talvez meu trabalho tenha uma penetra o muito grande no exterior por esse motivo, por causa da brasilidade, do suingue, de cantar os sambas. N o s bossa nova. As pessoas t m mania de me rotular de bossa-novista. Isso j encheu. N o tem nada a ver. Eu sou uma compositora que faz boleros, salsas e outras coisas. Esse disco que vou fazer agora, o "Azul", n o tem nada a ver com bossa nova. O Ricardo Freire fala dessa coisa de as pessoas me rotularem de Jo o Gilberto de saia. E ele diz: "Eu j fui a v rios shows da Rosa e nunca a vi de saia". Acho bom isso. Porque eu fa o m sica brasileira. E era o que a Elis fazia e voc n o v hoje. Ela sempre vai ser uma grande refer ncia.

PM - De um modo geral, o que ela significou para voc e para sua carreira? Foi uma inspiradora?

RP - o seguinte: Jo o (Gilberto) me ensinou o lado cool, o lado intimista, a delicadeza e o cuidado da interpreta o, da respira o, da dic o, de colocar a m sica no colo, e Elis me ensinou o lado ousado, aquela coisa da divis o, cantar para fora, no sentido de voc saber cantar um samba brasileiro propriamente dito. Aquela coisa maravilhosa que a m sica brasileira : a coisa da intensidade. Ent o eu tenho esses dois como minhas grandes refer ncias. S que eu aprendi, mas fa o do meu jeito. Cada um tem seu caminho. N o voc querer ser Jo o Gilberto, nem Elis Regina e nem Clara Nunes. aprender com os mestres e colocar para fora da sua forma, dar a sua marca, o seu registro.

PM - Esse show exclusivamente de m sicas que a Elis cantava ou tem outras coisas tamb m, como m sicas do pr ximo CD?

RP - M sicas que ela cantava, como Ladeira da pregui a, S Deus quem sabe, Se eu quiser falar com Deus, Atr s da porta. M sicas do pr ximo CD s mais para a frente. Vai ter todo um lance de divulga o. Esse show do Sesc, sobre Elis, foi gravado ao vivo. De repente, mais para a frente, pode ser lan ado como CD ao vivo, mas por enquanto est guardadinho.

PM - O show "Essa Mulher", al m do Supremo, ser apresentado tamb m em outro lugar do Brasil?

RP - Acho que por enquanto n o. Tenho shows marcados em outras cidades, mas para dar continuidade ao meu trabalho de compositora.

PM - Recentemente, voc foi convidada pelo Paquito de Rivera para se apresentar em Punta del Este. Era algum festival ou concerto?

RP - Estive l durante uma semana, em janeiro. Era um festival de jazz em Punta del Este. Fui a nica cantora brasileira convidada. Foi um convite do Festival, do qual o Paquito de Rivera foi diretor. E como n s j t nhamos nos apresentado na Su a e na Alemanha, esse convite j havia sido feito desde o ano passado. Mas no ano passado eu n o pude ir porque estava em turn no Jap o. Mas neste ano consegui participar. Dividi o palco com Paquito, com Toots Thielemans, que j est com 80 anos e tocando maravilhosamente bem, e com outros caras grandes do jazz.

PM - O que voc s tocaram, por exemplo?

RP - O nico m sico que levei comigo foi o Marcus Teixeira e tocamos com a banda do Paquito, que tem m sicos fant sticos. Eu fiz m sica brasileira, o repert rio de m sicas minhas. Teve Tom Jobim, Ary Barroso e Caymmi, por exemplo.

PM - E por falar em convite, voc recebeu outro convite importante. O violoncelista radicado nos Estados Unidos Yo-Yo Ma tamb m te convidou para participar de um disco dele.

RP - Para mim isso foi uma coisa fant stica, porque a gente colhe o que planta. Veja, a m dia brasileira d mais import ncia s coisas de retorno imediato, e eu n o estou na grande m dia. Ent o esse convite foi uma grande alegria para o meu cora o. Ele manifestou o desejo de gravar um disco com m sicas brasileiras, e ele queria uma cantora brasileira. Foram oferecidas v rias int rpretes, mas ele j tinha em mente me convidar. Isso me deixou muito feliz, porque ele me escolheu.

PM - E como esse projeto dele?

RP - Ele vai gravar m sicas brasileiras. As faixas que eu vou fazer com ele s o duas m sicas de Tom Jobim, Chega de Saudade e Amor em paz. Inclusive Paquito tamb m vai participar desse disco, ainda C sar Camargo Mariano, acho que Romero Lubambo e v rios m sicos brasileiros, acompanhados da orquestra dele. Eu n o sei exatamente qual o repert rio. Mas, pelo que Paquito comentou comigo, acho que ele tamb m vai gravar Pixinguinha. Isso vai ser em agosto.

PM - S ent o voc vai para os Estados Unidos?

RP - Eu vou antes por causa daquele projeto que j falei, do disco que gravei com meu baixista, Paulo Paulelli. O disco deve estar saindo agora em mar o e devo fazer uma pequena turn com ele sobre esse disco. L para abril ou maio.

PM - Em quais lugares?

RP - Acho que vou a New Orleans, Nova York e Washington, por exemplo.

PM - Como est sua agenda para este ano?

RP - Tem bastante coisa. No meio do ano eu vou para a Su a e depois para a Espanha, em v rias cidades. Tem tamb m a Escandin via, para onde vou todo ano, no m s de julho. Todo ano, nos meses de julho e agosto, estou na Europa, participando dos festivais de jazz. Tamb m sempre vou para a Dinamarca, Noruega, Su cia, Espanha, Alemanha. Tem o Jap o, tamb m, para onde eu j fui cinco vezes.

PM - O Jap o tamb m gosta bastante do seu trabalho...

RP - Bastante mesmo. Praticamente de um ano e meio a dois anos, eu sempre estou por l , fazendo temporada grande, em T quio. E tamb m meu trabalho est entrando bastante na Am rica Latina, em pa ses como Venezuela, Col mbia e Uruguai.

PM - Como voc acha que est o mercado para a m sica brasileira no Brasil? Voc acha que o brasileiro tem valorizado mais a nossa m sica, tem escutado mais, o que voc pensa sobre isso?

RP - Acho que de um tempo para c , as coisas t m melhorado mais para as pessoas que fazem o tipo de m sica que eu fa o. Voc percebe no p blico sede de coisa boa. P , n o poss vel que v durar o tempo todo esse processo de m sica descart vel. N o tem quem ag ente isso. E o brasileiro musical por natureza. A m sica brasileira uma das mais bonitas do mundo. Vai chegando a um ponto em que n o d mais para ficar enganando. Eu n o tenho preconceito com m sica nenhuma, acho que todos os movimentos t m seu espa o. Porque ficou essa coisa de m sica descart vel, ou m sica para dan ar, que prejudicou quem faz m sica como eu. Nesses ltimos dois anos, o meu p blico vem crescendo cada vez mais. Eu tenho lotado todos os teatros em que tenho passado pelo Brasil. s vezes, tem f s que me perguntam se eu n o acho incr vel ir mais ao Jap o do que a Belo Horizonte. Isso uma piada. Eu ir mais Espanha do que a Porto Alegre. Os f s perguntam porque eu demoro para voltar a determinado lugar. Porque uma quest o de oportunidade e espa o para mostrar o trabalho. As pessoas est o querendo ouvir m sica boa. A eu n o sei qual o interesse dos produtores, dos teatros, das gravadoras, sei l , de dar o espa o para a gente. Eu n o fa o "m sica pra pular brasileira", lembrando uma express o que Dori (Caymmi) usa. Mesmo que a gente tenha de ir lutando contra a mar , estou muito feliz, at dentro do meu pa s, com o que estou fazendo. Porque quando a gente planta as coisas com dignidade... Eu sou kardecista, acredito na lei de causa e efeito, sou uma pessoa muito tranq ila com rela o a isso. Para a espiritualidade n o existe tempo. Ent o, eu estou plantando num terreno muito f rtil. As minhas alegrias musicais t m sido muito grandes. O carinho do meu p blico muito grande e eu n o quero decepcion -lo nunca. Sou muito cuidadosa no que fa o com meus discos. Eu acho, por exemplo, que um disco um registro para o resto da vida. Eu quero que voc tenha o carinho de, daqui a 30 anos, ter vontade de escutar o meu CD e sentir uma sensa o de frescor.

PM - Voc est feliz com a sua obra?

RP - Estou e n o tenho pressa. E n o aquela manemol ncia baiana, n o. n o ter pressa para fazer as coisas com dignidade. Para mim, o sucesso, da grande m dia, n o existe na minha cabe a. O que existe o seguinte: eu fa o minha m sica, nasci com essa miss o, que linda. Voc um mensageiro de Deus quando voc canta. Eu cuido da minha voz como se fosse um mantra. Deus me deu essa oportunidade de, nessa encarna o, cantar, ent o n o quero decepcionar meu Pai nunca. Agora, como vim como instrumento canalizador desse trabalho, vou faz -lo da melhor maneira poss vel. Eu recebo e-mails do mundo inteiro. Quem tamb m faz muito trabalho no exterior a Joyce. Por qu ? A gente tem um trabalho que deveria ter um espa o maior no Pa s, mas como n o tem, o pessoal chama a gente l para fora. O que a m sica? A m sica o amor universal. Acho emocionante chegar ao Jap o e ver as cantoras japonesas cantando a minha m sica em portugu s.

 

Rosa Passos - "Essa Mulher"

21, 22, 23 e 28/2, s 22h

Supremo Musical - Rua Oscar Freire, 1.000

Tel (11) 3062-0950

R$ 20,00 (dias 21 e 28) e R$ 30,00 (dias 22 e 23)