Maurício Tizumba desvenda o congado

Por Evanize Sydow

    O surgimento do congado, festa de origem afro-brasileira que tem como santa Nossa Senhora do Rosário, remete à época do Brasil colonial. Minas Gerais é seu berço. Cidades do interior do Estado, como Uberlândia, Serro e Conselheiro Lafaiete, são as que mais cultuam o congado. No período das festas, que vai da época pós-Quaresma até o final do ano, municípios inteiros revezam-se nos rituais. Os vários grupos que compõem o congado, as chamadas Guardas, preparam seus cantos, suas danças e seus gestos dramáticos, numa mistura de sons de zabumba, gunga, reco-reco, acordeom e patangomes. São instrumentos próprios. Cada uma dessas Guardas reúne cerca de cem pessoas. Segundo o congadeiro, músico e ator belohorizontino Maurício Tizumba, existem cerca de 3 mil guardas registradas na Federação Mineira de Congadeiros. E para tornar o congado mais conhecido pelo público em geral, Tizumba realiza, a partir de 15 de abril, em Belo Horizonte, o curso "Tambor Mineiro". Será um passeio pelo canto, pela dança e pelos instrumentos utilizados no rito. As aulas são abertas a todos os interessados e já estão com inscrições abertas. Abaixo você lê entrevista que o músico concedeu à Página da Música

Leia:

O curso

Guarda de Moçambique do Divino/Os mineiros e o congado

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