PM - Você também percebe que tem muitos compositores e músicos bons no Brasil, que ainda não apareceram como merecem?

LP - Muita gente mesmo. E eu nem digo que possa pegar 10 ou 15 pessoas boas, que eu sei que tem, e fazer um disco. É difícil fazer disco. Não é mole, não. Não é só reunir canções. Se fosse assim, eu gravava três por ano. Agora, que há canções, que há compositores e que há músicos nesse País de um tremendo talento e precisando ser conhecidos, isso tem. O próprio Guinga ainda precisa ser conhecido, mas muito, muito mais do que ele já é.

PM - Você já gravou algum autor paraense?

LP - Gravei o Edyr Proença e a Adalcinda, uma música chamada Bom dia Belém. E gravei o hino de Nossa Senhora de Nazaré, que é o maior presente que eu poderia dar para o Pará. Toca nas rádios, toca na rua.

PM - Essa gravação está em disco?

LP - Está no "Outras Caras", um disco de 1991.

PM - Tem algum autor que você ainda não gravou e gostaria de gravar?

LP - O Sérgio Santos, que aliás eu já gravei, mas eu quero regravar. A Simone Guimarães, quero voltar a gravar Alvim L. O próprio Guinga eu quero voltar a gravar. O Lenine quero começar a gravar porque nunca gravei nada dele. Tem muita gente. Eu fiz um trabalho de pesquisa. Saí do Rio, fui para as cidades recolher esse material e voltei com uma barbaridade de trabalhos. Foi maravilhoso.

Leia:

O momento atual da carreira