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Página da Música - Você começa a turnê do último trabalho por São Paulo e Rio de Janeiro, certo? Leila Pinheiro - Isso. São Paulo oficialmente no DirecTv Music Hall, dias 5 e 6 de abril. Depois venho para o Rio e faço o circuito dos Sescs, acredito que sejam uns sete ou oito. Caso seja marcado alguma grande casa entre essas apresentações aqui no Rio, também posso fazer. PM - O repertório é basicamente o do CD "Mais Coisas do Brasil"? LP - Basicamente assim: eu canto umas oito canções desse CD, que tem 14. Então, tem bastante coisa que está fora. PM - Você pode adiantar alguma coisa? LP - Vou cantar pela primeira vez um Jackson do Pandeiro, a música é A mulher que virou homem, também um Paulinho da Viola, Para ver as meninas, que também nunca cantei. Vou fazer Se meu mundo cair, do José Miguel Wisnik. Todas essas é a primeira vez que canto. Também Reza, do Edu Lobo e Ruy Guerra, e Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinícius de Moraes. São canções "brasileirérrimas", ícones e que nunca cantei. E essas duas últimas são marcos na carreira de Elis (Regina). De alguma forma, acho que é a primeira vez que começo a cantar coisas que ela cantou, tirando Madalena, do show passado. PM - Essa é uma forma de homenageá-la em meio a lembrança de 20 anos de morte dela? LP - Acho que aconteceu naturalmente. Embora seja um ano especial em que lembramos a morte dela. Falou-se muito nela e escrevi um artigo no jornal O Globo sobre Elis. Revirei a minha emoção tendo que pensar novamente na ausência dela. Então, acho legítimo estar cantando coisas de Elis. Veio com uma carga, sabe, de muita emoção. Mas é um show que basicamente fala do amor e é, ao mesmo tempo, esperançoso com relação ao nosso País. Eu não diria otimista, mas esperançoso. Leia: O show "Mais Coisas do Brasil" |