PM - A Elza Soares participa do disco. Uma participação muito especial. Como aconteceu?

Joyce – Olha, essa música que ela canta comigo, Samba da Silvia, já foi feita pensando para ser uma música cantada por duas pessoas. Sempre pensei nela como um diálogo, uma brincadeira de duas mulheres falando. Então, quando fui gravar, de cara, pensei na Elza porque achei que não teria ninguém melhor para fazer essa forma de diálogo e brincadeira, de suingue. Ela é a própria gafieira moderna.

PM - Os músicos você também escolheu a dedo.

Joyce - São músicos com quem eu já trabalho há muito tempo, já gravaram comigo, tocam comigo habitualmente. Enfim, fica tudo em casa, pessoal com quem eu já trabalhei muito.

PM: São alguns dos melhores.

Joyce. São. São mesmo. Graças a Deus.

PM - O CD tem uma faixa interativa também, não é?

Joyce - Não é propriamente uma faixa interativa porque você não pode fazer nada com ela, mas é uma faixa multimídia. Você coloca no computador e vê o filme. Esse é o filme que a equipe que veio de Londres para acompanhar as gravações fez. Inclui o fotógrafo e cineasta Peter Williams, que fez esse filminho do making off da gravação. Para lançar aqui no Brasil a gente teve que legendar porque, como é um lançamento internacional, as entrevistas estavam em inglês, mas é um charme a mais para quem compra o disco.

PM - O que saiu fora do Brasil também tem?

Joyce - O que saiu fora do Brasil justamente é o que tem. A gente fez tudo igualzinho. Só teve que legendar porque saiu em inglês.

PM - Você tem 33 anos de carreira?

Joyce - Trinta e quatro agora.

PM - Vinte e dois discos solo?

Joyce - Com esse, 22. Sem contar diversas compilações que têm sido lançadas. Mas discos de carreira são 22.

Leia:

O momento atual e os projetos