PM – Gostaria que você contasse como chegou ao tema desse novo disco, esse clima das gafieiras.

Joyce - Primeiro, o universo da gafieira sempre me interessou muito. São orquestras com grandes músicos tocando. É uma música brasileira, carioca, dançante, jazzística, criativa. Isso sempre me interessou. Fora isso, independente de qualquer coisa, o conceito de Gafieira Moderna, o nome do disco, me veio quando, a partir do início dos anos 90, uma garotada na Europa começou a dançar música brasileira e a minha música, em especial, foi muito divulgada nesse meio das pistas de dança dos DJs. Eu fiquei pensando que aquilo não deixava de ser uma gafieira, uma gafieira moderna.

PM - Quer dizer, é um ritmo com o qual você sempre esteve envolvida de alguma forma?

Joyce – É. Um estilo que sempre achei interessante.

PM - Quanto tempo você demorou para chegar a ter ele pronto? As músicas são recentes?

Joyce - As músicas são recentes e foram sendo compostas ao longo dos últimos dois anos. Entre 2000 e 2001. Nós gravamos em fevereiro de 2001 em 12 dias.

PM - São todas suas.

Joyce - Tem duas letras que são da Silvia Sangirardi e do Paulo César Pinheiro, e tem uma música também que não é minha, mas a letra é (Risco) parceria com Léa Freire.

PM - Este disco foi lançado primeiro fora do Brasil e foi muito bem recebido, não?

Joyce - Foi super bem recebido mesmo, e ainda continua sendo. A toda hora a gente recebe mais uma notícia boa. Este disco foi encomendado por uma gravadora inglesa chamada Far Out. O disco foi feito para ela, embora a gente tenha gravado aqui no Rio. Eles distribuem no mundo inteiro. E eu sempre peço no contrato para não incluir o Brasil. Para deixar porque depois a gente lança aqui. Então, foi assim. E agora está sendo lançado aqui pela Biscoito Fino.

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