Entrevistas >
Palavra Cantada
Palavra
Cantada se prepara para novo discoPor
Evanize Sydow
Considerada
uma das melhores produções de música infantil do Brasil, a Palavra
Cantada, dupla formada pelos músicos e pesquisadores Paulo Tatit e
Sandra Peres está comemorando 10 anos de seu trabalho com o lançamento
de seus clássicos em CD e DVD. Além disso, já está no forno o novo
disco, "Pé-com-pé".
Entre as músicas mais que conhecidas
estão Rato, Criança não trabalha, Sopa e Pindorama.
Procurando
mostrar aos educadores como pode ser, do ponto de vista musical, a infância
de cada criança, Palavra Cantada já produziu mais de nove CDs e é
também um selo, surgido em 1994. O objetivo desse trabalho é compor
canções infantis com boa qualidade, nas letras, músicas e nos
arranjos. Entre os discos estão Canções de Ninar (1994), Canções de
Brincar (1996), Cantigas de Roda (1996), Canções Curiosas (1998), Mil
Pássaros (1999), Noite Feliz (1999), Canções do Brasil (2001) e Meu
Neném (2003).
O primeiro título
foi logo agraciado com o Premio Sharp de Melhor Disco Infantil. O mesmo
prêmio voltou a fazer parte do Palavra Cantada outras duas vezes: em
1997, com Canções de Brincar, e em 1998, com Canções Curiosas. A
reconhecida escritora infantil Ruth Rocha participou de um desses
trabalhos, Mil Pássaros, para juntar música e história. E o Canções
do Brasil é um CD-livro feito a partir de pesquisas e canções
infantis recolhidas em 26 Estados brasileiros, apresentando o
bumba-meu-boi do Maranhão,o maracatu de Pernambuco, o samba do Rio de
Janeiro, a congada de Minas e o rap paulista.
Acompanhe abaixo a
entrevista que a dupla concedeu a Página da Música,
respondendo, por e-mail, as perguntas de nossos leitores, dentro da seção
"Outras Palavras".
Cleber Cardoso
(Rio de Janeiro, RJ) - Como vocês começaram o trabalho de produzir
para o universo infantil? Já ouvi músicos dizendo que passaram a
compor músicas para seus filhos por achar que, de um modo geral, não
existiam canções de boa qualidade no Brasil para crianças. O que vocês
acham da música infantil disponível aqui?
O
nosso trabalho no universo infantil começou em 1994, no nosso estúdio
que já tínhamos há seis anos, quando começamos a produzir alguma
coisa para a TV Cultura, o que fez a gente se entusiasmar por esse
universo. E a partir daí, resolvemos fazer as nossas próprias canções.
A gente não faz canção porque
no Brasil, de modo geral, não tem canção infantil
de qualidade. Até porque a criança não ouve só canção
infantil. Em geral elas ouvem o que os adultos ouvem. E isso complica um
pouco, pois há temas abordados que não são adequados para criança.
Mas o Brasil é muito rico em qualidade artísica e musical.
A gente acha que no Brasil, dentro do universo infantil, têm
muitas produções boas. No entanto, as produções são feitas mais
pela vontade de fazer uma coisa legal, do que propriamente conseguir
fazer. Tem trabalhos que tem uma organização, uma qualidade incrível.
Mas ainda falta o adulto entender o que é o universo infantil, que é
uma coisa muito simples.
Luis
Gonzaga Fragoso (São Paulo, SP) -
Vocês consideram que a música brasileira feita para crianças tem
melhorado de qualidade recentemente? Que papel tem tido o selo de vocês
nesse processo, sentem que têm influenciado outras pessoas a fazer
igualmente um trabalho de qualidade? Abraços e votos de muitos cedês
pela frente...!
A
gente tem observado, desde quando lançamos nosso primeiro CD em 94, que
apareceram muitos lançamentos depois que a gente entrou no mercado.
Coincidência ou não, a gente entende que o mercado estava muito
carente naquela época.
Eu
acho que o selo Palavra Cantada influencia sim as pessoas a fazerem música.
Não sei julgar se essa música é de qualidade ou não. Mas acho que
qualquer música que a gente gosta, que a gente tem um carinho especial
é inspiradora. Então, a inspiração leva a pessoa a gostar de criança
e a inventar. Nem precisa ser no universo infantil. Às vezes uma
paisagem, uma música que você ouve, uma criança brincando, é
inspirador. O universo todo quando a gente tem um olho pra ver, quando a
gente está ali disponível, está nos inspirando diariamente.
Sergio
Carneiro Campelo (Carapicuíba, SP) - Meus
parabéns ao selo, gosto pacas. Apesar de ter 30 anos, acompanho e
curto muito junto com meu filho. Como é fazer música para criança?
Acredito eu que é preciso imaginar ou até se colocar no lugar da
criança para saber do que ela gosta, não é mesmo? E sobre os
acordes? Para ela se interessar e apreciar a música existe alguma
regra? Acordes maiores ou menores, por exemplo?
É
preciso ter muita imaginação para fazer música pra criança. E também
muita entrega, porque você não pode ficar pensando se isso vai ficar
bonito ou se vai ficar feio. Tem que pensar que tem que ser bom e
verdadeiro. E que quando o pai, a mãe, o educador, a criança for
escutar, tem que despertar algum sentido neles. A
gente não faz música objetivando a criança gostar. Naturalmente isso
acontece. E não acho que a gente tem que se colocar no lugar da criança
para saber se ela gosta. A gente tem que viver a verdade que a criança
tem. Não ter atitudes de
sedução, de fazer essa coisa de fora para dentro. Tem que fazer música
a partir do que estou sentindo, do que eu gosto. Não existem regras de
acordes, nem de nada. Mas é imprescindível a honestidade. Fazer música
de dentro pra fora.
Milena
Mirshawka (São Paulo, SP) - Como
é feita pesquisa para a elaboração de um CD ou das músicas
especificamente. Tenho 4 filhos pequenos e percebo que muitas músicas
chamam uma enorme atenção, já outras, que muitas vezes também são
bonitas e interessantes, não fazem o mesmo sucesso. Minhas crianças,
e eu particularmente, adoramos a música do Rato. Nós aqui em casa
imitamos as vozes e damos muitas risadas. As crianças amam! Parabéns
pelo sucesso de vocês e pela qualidade do trabalho.
Bom,
primeiramente nós decidimos a pesquisa e a elaboração do CD a partir
de um tema. Um CD vai ser sobre um tal assunto e aí a gente vai criando
as músicas. Eu (Sandra) faço as minhas melodias, o Paulo faz as dele e
depois a gente mostra um para o outro. Após elaboradas as melodias,
levamos aos letristas, já observando pra eles o que a gente quer, sobre
qual tema trata a música. Quanto às músicas bonitas, a explicação
é bem simples: fazemos tudo de dentro pra fora. Na verdade é como uma
colcha de retalhos. Tudo é pensando, tudo é feito com muito carinho.
Lucélia
Rossi (São Paulo, SP) - Adoro a música Rato e vivo
cantarolando com as minhas sobrinhas, especialmente com a menorzinha,
Luiza, de 3 anos (que também gosta muito dela). Qual o segredo desse
sucesso? Parece que essas músicas foram feitas pelas próprias crianças!
Vocês se colocam no lugar delas e soltam a imaginação?
O
segredo do sucesso da gente é fazer uma música que não colocamos
qualquer coisa. A gente põe carinho e temos compromisso com a verdade,
sem passar por atitudes de sedução. Parece que as músicas são feitas
por crianças, mas não são. Quando somos espontâneos, estamos nas
mesmas condições que as crianças, que são muito espontâneas.
Adriana
Ferreira de Faria (São Paulo, SP) - Estou
finalizando um vídeo-documentário sobre música (Os cinco sentidos
da música - Do anonimato à fama) e um dos tópicos abordados é o
poder da música na educação. A música pode transformar, através
da programação neurolinguistica, matérias difíceis e maçantes em
coisas simples. Gostaria de saber qual a opinião de vocês sobre este
assunto; a música pode, de fato, ajudar no processo de educação, não
só na pré-escola, mas também nos demais estágios da vida escolar?
Quero aproveitar e dizer que, infelizmente, conheço pouco do trabalho
da dupla. Mas durante minha gravidez minha filha Rebeca, ainda na
barriga, ouviu muito o CD "Canções de Ninar" e assim que
nasceu pôde reconhecer a música que ouvia, chegando até mesmo a
parar de chorar quando cantei. E isto aconteceu várias vezes. Sinal
de que a música realmente tem um poder oculto e que me ajudou muito.
A
música ajuda no processo de educação. Tudo que uma criança ouve de
um adulto é importante para a formação do seu cárater. Música é
informação. E por isso
através da música, você estará nutrindo a criança com informação.
Assim como passando regras da sociedade: coisas que funcionam, coisas
que não funcionam, coisas prazerosas, coisas que a gente não gosta,
mas que são necessárias e que são abordadas no universo musical.
A
criança que está na barriga da mãe ouve tudo. Tanto é verdade, que
na musicoterapia os tratamentos começam ainda quando as mães estão no
período de gestação. Ela reconhece o som.
Isso é comprovado, dentro da musicoterapia. Inclusive há casos
de cura. Tenho conhecimento de quadros clínicos que são curados a
partir da música. Então ela tem essa magia, tem esse poder que é
ritualístico, que é a repetição indefinida da mesma coisa, que leva
uma pessoa de um estado de consciência alterado a um estado mais calmo,
ou mais triste ou mais alegre. A música tem um poder incrível e por
isso que temos que tomar cuidado com o que ouvimos.
Tarcísio
Alves dos Santos (São Paulo, SP) - Vocês
estão comemorando dez anos de uma carreira vitoriosa, que, além de
discos elogiados por crítica e público (sobretudo os pais), inclui
um selo. Observando o mercado musical infantil, a maioria dos títulos
privilegia o alcance comercial em larga escala, tratando a criança
como um segmento a ser atendido. Logo, sucesso é vendagem. Vocês,
por outro lado, propõem-se a tratar a criança como consumidor
inteligente, capaz de assimilar uma obra musical, e obtêm sucesso
pela qualidade dos trabalhos que produzem — muitos deles, aliás,
resultado de extensa pesquisa. Como se vêem inseridos nesse mercado,
uma vez que, como artistas e empresários, têm de competir na
prateleira das lojas e obter lucro também para continuar em
atividade?
Realmente
o mundo do comércio da música infantil tem uma força enorme. E as
pessoas acabam comprando coisas inadequadas e nem tão bonitas. Mas a
propaganda serve pra isso. A gente acredita que a criança seja capaz de
ouvir e assimilar qualquer música. Então eu acho que a gente é um
sucesso na medida que cada vez mais os pais estão dirigindo seu olhar
para o que estão proporcionando aos seus filhos, o que estão falando
dentro de suas casas, o que estão oferecendo como educação. Não acho
que exista uma competição dos produtos da Palavra Cantada com outros.
Eu acho que quem gosta da Palavra Cantada, não consome os outros. E
quem consome os outros, um dia vai conhecer a Palavra Cantada e vai
gostar. Mas eu acho que o mercado não tira os consumidores da Palavra
Cantada, nem a Palavra Cantada tira dos outros.
E
a gente consegue lucro, a gente consegue sobreviver. Apesar da gente
lutar muito para que as pessoas se conscientizem
do que significa uma simples cópia de um disco. Atrapalha muito
aos autores da canção. Ninguém sabe que o autor não vai pro palco,
que está em casa e recebe os direitos autorais por aquele trabalho. É
importante que as pessoas percebam isso e se conscientizem cada vez
mais.
Liana
Obata (São Paulo, SP) - Meu
filho é apaixonado pela programação da TV Cultura, adora as canções
que o estimulam a procurar saber sobre vários assuntos. As canções
são educativas por excelência. O que vocês acham desta separação
de educação e cultura? Como é que desassociam estas duas forças
que só funcionam juntas? Questão meramente política? O incentivo do
público é certo, mas este tipo de trabalho encontra facilmente apoio
e incentivo do mercado e do meio?
Nós
não acreditamos que exista separação entre educação e cultura. A
cultura é educação. Uma pessoa que tem cultura, naturalmente ela é
educada. Você pode observar que os pigmeus que não vão a escola, eles
têm uma organização, uma educação, tudo funciona perfeitamente.
Mesmo em outras tribos primitivas. Eles têm a educação feita a partir
da observação da natureza, a partir da sua auto-observação e da
influência que eles procuram desenvolver com a atividade musical. Todas
as tribos primitivas fazem música e nós também.
A
gente não dissocia educação de cultura. O nosso trabalho envolve cultura e, naturalmente, educação. Porque quando
você estabelece critérios na sua criação, que passa uma mensagem no
qual acredita, dentro de uma escala de valores, que traga o cidadão com
palavras adequadas para um universo preciso, de conteúdo, isso vai
ajudar a educar. Como você também pode educar uma criança com coisas
ruins, tanto falando, quanto cantando.
O
nosso trabalho encontra, sim, incentivo do público. A gente vende cada
vez mais. Onde colocamos os CDs, eles são vendidos.
Eu acho que a tendência é cada vez mais crescer esse apoio.
Maria
Lúcia F. Correa (Salvador, BA) - Como
é o trabalho de vocês com as escolas?
Nós
não fazemos um trabalho nas escolas. Foram os professores que
entenderam que os nosso trabalho é educativo e começaram a utilizar na
sala de aula e rapidamente as direções das escolas começaram a
adquirir nossos CDs. Nós nunca pensamos em fazer música para tocar nas
escolas. Foi uma atitude espontânea dos professores, o que é pra nós
maravilhoso e fundamental.
Rosemary
Carneiro (Recife, PE) - Sou
professora e conheci o trabalho de vocês em uma passada por São
Paulo, mas sei que muitas escolas trabalham com seus discos. Como isso
é feito? De que forma, professores podem inserir essas músicas tão
interessantes na sala de aula? Vocês têm algum método que sugerem
quando são procurados pelas escolas?
Esta
pergunta é muito parecida com a anterior, mas vamos complementá-la.
Não
existem métodos. Quem desenvolve as músicas na sala de aula é a própria
criatividade do professor. Qualquer escola pode comprar, individualmente
ou em grupo, é só procurar a Palavra Cantada. Só solicitamos para não
copiarem os CDs, porque isso prejudica muito o desenvolvimento da
Palavra Cantada.
Leônidas
Soares (Porto Alegre, RS) - Vocês
têm planos de fazer um projeto tipo musical? Já pensaram em convidar
as cantrizes brasileiras Zezé Motta, Via Negromonte, Marília Barbosa,
Cida Moreira, Lucinha Lins, Soraya Ravenle para participar dos projetos
de vocês?
Não
temos planos de fazer um musical. E também não temos interesse em
convidar atrizes ou outras pessoas porque a gente percebe que o nosso
universo é o da composição. A gente compõe música, fazemos os
nossos CDs e cantamos nossas músicas. Daí a criar um musical, que é
uma linguagem diferenciada, que precisa ter muito domínio, não saberíamos
fazer muito bem.
Mas
a gente tem planos em fazer uma opereta. São obras do
Schuman, cenas infantis.
Os textos são feitos pelo nosso parceiro Zé Tatit. E no segundo
semestre deveremos estar envolvidos com isso.
Mas
esse universo dos musicais, que é uma linguagem específica a gente não
tem motivação pra fazer, nem conhecimento.
Marcelo
Castro (Petrópolis, RJ) - Os
shows de vocês são sempre disputados, fica gente do lado de fora
quase sempre. Por que não pensar em expandir mais essas apresentações?
Temos
vontade de fazer muitos shows. Esses shows não dependem de nós. E sim
de convites, de patrocínio. A gente não pode fazer um show e contar
somente com a bilheteria. A gente tem que ter apôio de um patrocinador.
Quando as pessoas ficam de fora, não conseguem entrar no show, ficamos
muito tristes. Mas isso não depende só de nós. Se dependesse de nós,
faríamos muito mais.
João
Francisco (Rio de Janeio, RJ) - Sou
fã de longa data do Paulo desde os tempos do Rumo. Moro no Rio de
Janeiro e meus filhos ouvem o pouco que consigo mostrar sobre seus
trabalhos. Por que tão pouca atuação por aqui, uma cidade tão
grande e carente de um perfil como o de vocês?
Nós
gostariamos de realizar muitos shows no Rio de Janeiro. Mas ainda não
tivemos um convite que pudesse bancar a nossa temporada, com o teatro,
com tudo que a gente precisa, com a nossa equipe, que envolve de 10 à
12 pessoas. A gente tem planos de uma excursão prevista para este ano
de 2005 e estamos esperando uma resposta. São, pelo menos, 20 shows no
Rio. Aí a gente vai poder inclusive conhecê-lo pessoalmente. Vamos
torcer para que dê certo!!!
Maria
Auxiliadora de Lima (São Paulo, SP) - Meu
filho, que tem um ano e sete meses, adora o CD Canções Curiosas,
especialmente quando são mostradas em vídeo, na TV Cultura (Rato,
Eu, Pindorama, Fome). Vocês já pensaram na possibilidade de
transformar essas e as demais canções do CD em vídeos/DVDs
educativos? Acredito que as crianças iriam adorar e os pais também.
Já
temos algumas de nossas músicas disponíveis em DVD e vídeo, inclusive
as do CD Canções Curiosas. Gostaríamos de realmente transformar toda
as nossas canções em videoclipes, mas a gente depende de patrocinador
pra isso. É importante que com o passar do tempo a gente consiga
inciativas de empresários para nos patrocinar. Mas, por enquanto, já
temos: DVD e VHS Clipes, que são os clipes da Palavra Cantada,
transmitidos pela TV Cultura. E também o DVD e VHS Palavra Cantada 10
anos, que é o show da Palavra Cantada, juntamente com o quinteto de
cordas, realizado em 2004 no CEU Jambeiro.
Thiago
Caversan Antunes (Londrina, PR) - Quais as principais influências
musicais e literárias do grupo? Qual a maior dificuldade enfrentada
ao longo da carreira?
Nós
não somos um grupo. Somos uma dupla, Paulo e Sandra , e contamos com a
parceria de amigos que sempre estão presentes na Palavra Cantada,
realizando a criação de letras. As nossas influências são diversas:
Lenny Kravitz, Bjork, Guimarães Rosa, João Gilberto, Lenine, Caetano
Veloso, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Gilberto Gil, Tricky,
Massivattack.
Ah!
Bastante música indiana também. Enfim, a
gente é aberto a várias combinações musicais. E há muitas
possibilidades de inspiração na música brasileira.
Marcos
Tresmondi (São Paulo, SP) - Quais
são os próximos projetos/lançamentos? E as principais fontes de
inspiração para os trabalhos?
O
próximo lancamento é o CD Pé-com-pé e o Pé-na-cozinha. Dois CDs e
um livrinho num produto só. Vai ser lançado em abril de 2005.
Magali
Adelaide Gouveia (São Paulo, SP) - Quando
o Palavra Cantada fará apresentação em Sampa?
A
partir de abril, no lançamento do Cd Pé-com-pé. Fiquem atentos às
novidades em nosso site.
Rafael
Buchmann (Rio Negrinho, SC) - Queria
saber se a dupla tem previsão de vir se apresentar em Santa Catarina ou
Curitiba e quando?
A
gente pretende se apresentar em Florianópolis em julho, num festival de
cinema, que acontece anualmente. E em Curitiba dependemos da resposta de
um patrocinador. Mas se tudo der certo, devemos fazer ainda neste ano de
2005.
Agradecemos
o carinho de todos! E acessem o nosso site, http://www.palavracantada.com.br,
para ficarem sabendo das nossas novidades.
|