A
cantora Zezé Gonzaga será homenageada na véspera de seus 80
anos, pela Escola Portátil de Música, no próximo sábado, 2
de setembro, às 11h, na Uni-Rio, na Urca, Rio de Janeiro. Intérprete
favorita de Radamés Gnattali e referência para toda uma geração
de novas cantoras, Zezé receberá, das mãos de Herminio Bello
de Carvalho, o diploma de Mestra Honorária da Canção
Brasileira, conferido pelos Professores da Escola,
coordenada por Mauricio Carrilho, Luciana Rabello e Pedro Aragão.
Como parte das atividades da "Oficina de coisas",
administrada por Herminio na Escola, será exibido um DVD com
imagens de Zezé, acompanhada por Rafael Rabello e Radamés
Gnattali, especialmente editado para a ocasião.
Maria José Gonzaga nasceu em
Manhuaçu, MG. Neta de maestro, filha de mãe flautista e pai
luthier, aos 13 anos, mudou-se para a cidade vizinha de Além-Paraíba
e passou a se apresentar no Rex Clube como crooner do conjunto
local. Numas férias cariocas, foi convencida por amigos a se
inscrever no programa de calouros de Ary Barroso. O pai se dispôs
a acompanhá-la e a mãe fez dupla com a filha tocando flauta.
Obteve nota máxima. Um ano depois, passou a apresentar-se na Rádio
Clube, onde conheceu Odaléia Sodré, com quem formou a dupla
Moreninhas do Ritmo. Em 49, levada por Paulo Tapajós para a Rádio
Nacional, passou a integrar o trio As Moreninhas, com Odaléia e
Bidu Reis.
Além de Radamés, outro
compositor fundamental em sua trajetória foi Valzinho, de quem
gravou o clássico “Óculos escuros” e dedicou um álbum
inteiro à sua obra. Nos anos 60, montou uma agência de jingles
e passou uma longa temporada em Curitiba. Regressou ao Rio e
retomou a carreira, com incentivo do amigo Hermínio. Gravou
dois discos com o grupo Cantoras do Rádio, ao lado de Carmélia
Alves, Rosita Gonzalez, Violeta Cavalcanti, Nora Ney e Ellen de
Lima. Em 99, ao lado de Jane Duboc, gravou o CD "Clássicas".
Em 2002, lançou o álbum “Sou apenas uma senhora que ainda
canta”, pela Biscoito Fino.