Izabel
Padovani vence 8º Prêmio Visa de Música Brasileira
20.10.2005
Por
Sérgio Fogaça
Em
noite de grande expectativa e apreensão, como acontece todos os
anos durante as finais do Prêmio Visa de Música Brasileira, Izabel
Padovani (foto) venceu a Edição Vocal realizada este ano. Dos
2.686 inscritos, recorde de inscrições, 24 nomes foram
selecionados para as eliminatórias, dos quais, 12 disputaram as
semifinais e apenas 5 concorreram na grande final que aconteceu
ontem, dia 19 de outubro, na grande final realizada no Tom Brasil,
em São Paulo.
O
segundo lugar foi para a cantora Ana Luiza e a terceira colocação,
além de voto popular, ficou com o arrebatador Rubi, que levantou o
público logo na primeira música. Ainda estavam nessa final a
cantora Cris Aflalo e o grupo vocal carioca Nós Quatro. Enquanto o
público esperava o resultado final, Tom Zé, em companhia de dois
de seus músicos e mais o acompanhamento dos especialistas em música
brasileira Nelson Motta e Patrícia Palumbo, prenderam a atenção
do público com histórias e músicas dos festivais de outros
tempos.
Como
já é de praxe, os cinco finalistas do Visa eram fortíssimos, cada
um em seu estilo próprio e grande personalidade musical. Quem
entrou no palco primeiro foi Ana Luiza encantando a platéia com
interpretações emocionadas e arranjos originais, compostos por Luís
Felipe Gama, seu parceiro musical há onze anos. Depois, a segunda
apresentação foi de Rubi, que levantou a platéia logo na primeira
interpretação, com a música Inverno, de José Miguel Wisnik. Em
seguida, Cris Aflalo esbanjou simpatia e musicalidade passeando pela
obra, principalmente, de Xerêm, compositor cearense e avô da
cantora. A penúltima apresentação foi da vencedora Izabel
Padovani que, desde 1996, vive entre Brasil e Áustria, onde está
radicada. Fechando a grande noite, o grupo vocal Nós Quatro,
timbradíssimos, não souberam explorar melhor o repertório e nem
os arranjos, oferecendo a apresentação menos emocionada da noite.
Todos
os anos, o público também é convidado a votar no músico de sua
preferência. Este ano, o merecimento popular foi para Rubi que fez
uma apresentação praticamente impecável trazendo o público para
si. Sem sombra de dúvidas, o público estava com ele e Cris Aflalo
que vêm dominando o palco com bastante segurança e simpatia.
O
primeiro colocado recebe R$ 110 mil reais, a gravação de um CD, além
de troféu e certificado. O segundo colocado recebe R$ 50 mil, o
terceiro R$ 30 mil e os outros dois, R$ 5 mil cada. Todos também
receberão troféu e certificado. Já Rubi, que recebeu o voto
popular, ganhou uma viagem para Fernando de Noronha com direito a
acompanhante e tudo pago, além de um gravador de CD digital.
O
importante disso tudo é a qualidade musical que o festival sempre
reverbera. Por ele passaram nomes expressivos que têm pouca ou
nenhuma oportunidade de mostrar seu talento para um público maior.
A parceria entre o Visa e a Rádio Eldorado garante uma divulgação
suficiente para um público maior ter contato com tantos artistas.
Em suas outras edições, o prêmio já revelou para o grande público
talentos como Danilo Brito, exímio e jovem bandolinista, Chico
Saraiva, grande compositor e instrumentista, Renato Braz, voz
personalíssima, Yamandú Costa, violonista virtuoso, Dante Ozzetti,
compositor de mão cheia, a voz encantadora de Mônica Salmaso e os
primeiros contemplados, com empate inédito na primeira edição, os
instrumentistas Célio Barros e André Mehmari. Vale lembrar que as
edições revezam-se em três categorias – instrumental,
compositor e vocal - a cada ano.
O
júri da final, presidido pelo maestro Nelson Ayres, foi composto
pelas cantoras Jane Duboc, Mônica Salmaso e Zélia Duncan, pelo
compositor Arrigo Barnabé, pelo saxofonista Roberto Sion e o
maestro Lutero Rodrigues. Músicos de formações diversas, que
garantem vários olhares para a seleção dos candidatos.