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CDs > Mario Gil

Comunhão

“O título do disco nasceu a partir do nome de uma das músicas, que fala do casamento entre duas pessoas de universos completamente diferentes. Uma analogia interessante com o que penso do ato de fazer música. Ou seja, a comunhão de idéias, influências e pessoas.” É assim que o compositor, violonista e cantor Mario Gil define seu terceiro CD Comunhão (www.tratore.com.br), patrocinado pela Petrobras, após ser selecionado no Programa Petrobras Cultural edição 2004/2005, na categoria ‘produção musical contemporânea’.

O disco tem 12 faixas que se dividem em ritmos como toada, baião, canção e frevo e, na maioria delas, pontua o violão de Gil, suave ou suingado, apoiando melodias que nos remetem a um Brasil interior e profundo. Essa profundidade é acentuada, por exemplo, em Caruana e Mestre Capiba, ambas com letras do carioca Paulo Cesar Pinheiro, autor de grandes sucessos da nossa música e parceiro constante, que é descrito assim por Mario Gil: “Paulo está entre os criadores que mais admiro. A cada nova canção continuo me orgulhando de trabalhar com ele e isso tem a ver com a generosidade com que ele pensa e realiza a música, diz Mario Gil”.

Mineiro de Juiz de Fora, radicado em São Paulo desde 1983, Mario Gil, apenas dois anos depois, já  vencia, como violonista, aos 23 anos de idade, o 2º Concurso de Seleção de Jovens Instrumentistas da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Com talento e determinação, foi à luta na noite paulistana tocando num circuito de bares, nos quais predominava música brasileira e a  influência de  nomes como Edu Lobo, Tom Jobim e Dori Caymmi. Nesse ambiente encontrou seus pares, como Mônica Salmaso e Renato Braz.

Lançou o primeiro CD, Luz do Cais, em 1993. O segundo, Contos do Mar, no qual apresentava trabalho temático em parceria com Paulo César Pinheiro, veio cinco anos depois. Este CD lhe rendeu o Prêmio Ary Barroso/1998, na categoria Compositor. Em 2000, Mario obteve a terceira colocação no 3º Prêmio Visa MPB – Edição Compositores.

Desde que lançou o primeiro disco, Mario Gil tem recebido ótimas críticas de imprensa. O jornalista Mauro Dias, por exemplo, escreveu que ele “exibe sólidas qualidades de violonista e compositor. Como instrumentista, distingue-se pelo toque preciso, incisivo, a pronúncia cristalina. O compositor, pelas boas origens mineiras, é ótimo de sambas, canções, toadas”. Pedro Alexandre Sanches, então na Folha de S. Paulo sentenciou: “começa a construir trabalho fonográfico de tez discreta e harmonia elaborada.”

Além da carreira de músico, Mario tem se concentrado na produção, direção musical e mixagem de artistas como Carmina Juarez, Consuelo de Paula, Renato Braz, Mateus Sartori e Cristina Buarque e Terreiro Grande, dentre outros.

Com produção do experiente Homero Ferreira, Comunhão traz na capa e encarte obras do artista plástico paulistano Luiz D’Horta (1941-2001), num belo trabalho gráfico do designer e também artista plástico, Marcílio Godoi.

Contato: www.tratore.com.br

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