Em seu disco de estréia, lançado
pela gravadora Rob Digital, Chico Chagas utiliza um repertório
eclético para mostrar toda a versatilidade de seu instrumento
favorito: o acordeon. Em “...E por Falar em Acordeon”, Chico
mistura choro, samba, rock, MPB e forró de forma inovadora e é
capaz de conquistar os mais exigentes fãs da música brasileira,
Produzido por Luiz Avellar, o CD
apresenta 13 faixas, entre as quais ganham destaque os arranjos
sofisticados e solos de sax criados para Day Tripper,
releitura jazzística de um clássico dos Beatles. O repertório
inclui ainda composições de Djavan, Marisa Monte e Pixinguinha,
além da música Rio Branco, escrita pelo próprio Chico
Chagas para homenagear a capital de seu estado de origem. Neste
trabalho, o músico faz jus à tradição brasileira do acordeon,
mas retira deste instrumento o rótulo de folclórico.
O álbum
traz um naipe de instrumentistas da maior qualidade: nos pianos,
Leandro Braga, Itamar Assiére e Luiz Avellar; nos violões, João
Lyra, Luís Brasil, Leonardo Amoedo e Nando Duarte; nos sopros,
Carlos Malta, Paulo Sérgio Santos e Roberto Marques; nos baixos,
Jorge Helder, Nei Conceição e Arthur Maia; nas baterias, Jurim
Moreira e Kiko Freitas; nas percussões, João Hermeto e Fábio
Luna, e no violino Nicolas Krassik.
O
instrumentista descobriu sua vocação para a música aos seis
anos de idade. Incentivado por seu pai (o músico acreano Chico
Arigó), Chico Chagas começou a estudar piano e teclado, mas,
assim que se aprofundou na musicalidade do acordeon, percebeu que
tinha encontrado seu par perfeito. Mudou-se para o Rio de Janeiro,
onde tocava na noite e freqüentava cursos de harmonia, improvisação
e piano erudito. Foi convidado a fazer trabalhos com o cantor Zeca
Pagodinho, o que abriu as portas para sua entrada na indústria
musical. Tocou com nomes ilustres como Cássia Eller, Nando Reis e
Elza Soares, de quem também foi diretor musical.
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