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CDs > Guilherme de Brito e Trio Madeira Brasil

Uma Ciranda, uma roda, um samba

Após o elogiado CD Samba Guardado, lançado em 2001 pela Lua Discos, o carioca Guilherme de Brito volta com mais um disco antológico, "A Flor e o Espinho". O trabalho traz a inédita Meu violão, só d eGuilher,e, regravações de alguns de seus inúmeros sucessos com Nelson Cavaquinho e uma parceria com Fagner.

Arranjos e acompanhamento são do Trio Madeira Brasil, considerado um dos melhores do gênero, formado por Marcelo Gonçalves (violão de 7 cordas), Zé Paulo Becker (violão) e Ronaldo do Bandolim (bandolim). A intenção do produtor, o compositor e cantor Moacyr Luz, é ressaltar o caráter intimista das canções, com abordagem na elegância e no refinamento de Guilherme e do Trio.

Moacyr também canta em uma das faixas (Minha festa), assim como os convidados especiais Beth Carvalho (Folhas secas), Fagner (Distância, parceria com Guilherme) e Elton Medeiros (sua famosa caixa de fósforos em Gotas de luar). Em outras três, o CD tem o auxílio luxuoso da percussão de Beto Cazes.

Aos 82 anos, Guilherme continua cantando temas que sempre foram sua marca registrada: amor, morte, separação, dor e saudade. É dele a autoria dos célebres versos "Tire o seu sorriso do caminho/que eu quero passar com a minha dor" (A flor e o espinho), sempre atribuídos a Nelson.

Nasceu em Vila Isabel, em 3 de janeiro de 1922. Trabalhou boa parte da vida como mecânico de máquina de calcular nas Casas Edson. A carreira artística teve início em 55, quando suas primeiras músicas foram gravadas por Augusto Calheiros. Pouco tempo depois conheceu Nelson e iniciou a parceria que resultou em diversas obras-primas como Pranto de poeta e Quando eu me chamar saudade.

Casado há mais de 60 anos com Dona Nena, Guilherme vive no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e um dos prazeres é pintar quadros. Recentemente ganhou um museu em conservatória, povoado encravado na serra fluminense, considerada a cidade dos seresteiros. Lá encontra-se a primeira carta de uma fã, seu primeiro violão, além do primeiro cachê, recebido na rádio Vera Cruz e que conservou porque "estava duro, mas foi uma honra tão grande, que não tive coragem de gastar".

Ouvir A Flor e o Espinho é ser envolvido pela música brasileira mais genuína. Guilherme explica a escolha do título: "Todo mundo gosta dessa música e essa expressão tem a ver com a vida, uma coisa muito bonita, mas que, ao mesmo tempo, machuca."

Lançamento Lua Discos: www.luadiscos.com.br

Músicas:

O dono das calçadas (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito)
Pranto de poeta
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
A flor e o espinho
(Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha)
Minha honestidade vale ouro
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Mesa farta
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Garça
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Folhas secas
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Distância
(Fagner e Guilherme de Brito)
Gotas de luar
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Meu violão
(Guilherme de Brito)
 
Quando eu me chamar saudade (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Minha festa (Nelson Cavaquinho e Guilherme de brito)










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