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Caipiríssimo Clássicos
e jóias da música caipira
Além da comida que chega todos os
dias na nossa mesa, a cultura caipira também produz música de
muito boa qualidade. A gravadora Kuarup sabe bem disso e nos brinda
constantemente com ótimos lançamentos do gênero. Recentemente,
trouxe ao público uma belíssima antologia reunindo os mais
expressivos autores e intérpretes da música rural. Estão lá
Rolando Boldrin, Pena Branca, Passoca, Teca Calazans, Inezita
Barroso, Renato Teixeira e Chico Lobo, interpretando 21 canções
nesse trabalho. O CD começa com o grupo paranaense Viola Quebrada,
mostrando uma canção que tem o mesmo nome do grupo, composta por
Mário de Andrade. Viola, violão e duas vozes. O grupo tem trabalho
próprio e genial. Depois vem a singeleza de Sereno, de
Antonio Almeida, interpretada aqui por Pena Branca. O bandolim é do
grande Isaías. Uma prosinha gostosa e divertida introduz Moda
dos meses – horóscopo, de Capitão Furtado, Alvarenga e
Ranchinho. O interprete é Rolando Boldrin. Perfeito para essa
música que é interpretativa e bem-humorada. Segue com uma dupla
que sabe tudo das cordas. Swami Jr. toca violão de 7 cordas e
Carlinhos Antunes fica com o violão e a viola caipira. A voz para
interpretar Boi barnabé, de J. Simon e Bob Nelson, é de
Passoca. Mais reunião de grandes músicos. Na faixa Tá na ponta
da língua, de Renato Teixeira e Natan Marques, tem, além dos
dois, mais Cleber Almeida, Cássio Poletto e Oswaldinho do Acordeon,
que também toca em outras faixas. A próxima traz, juntas, duas das
grandes personalidades da música rural: Inezita Barroso e Pena
Branca dividindo os vocais em Marcolino – cantiga de tropeiro,
uma música de domínio popular da região do Vale do Jequitinhonha,
no Norte de Minas Gerais, adaptada por Frei Chico. Adiante com mais
uma música de domínio popular. Zóio preto matador tem
Chico Lobo na viola e voz. A oitava faixa é a modinha imperial Moreninha,
adaptada e interpretada por Teca Calazans. No violão, Carlos
Sandroni e o acordeon inconfundível de Renato Borghetti. A seguir
vem Saudade, de Mário Palmério, com adaptação de Renato
Teixeira, com o próprio interpretando, acompanhado pelo violão de
12 de Natan Marques, em gravação ao vivo. Meu primeiro amor,
de H. Gimenez e J. Fortuna, é a próxima música. Para interpretar
essa, que é uma das músicas caipiras mais conhecidas do Brasil, o
grupo Terra Sonora. Depois vem Batuque de viola, de Chico
Lobo, com ele mesmo, seguida de Moda da mula preta, de Raul
Torres. Esta última na voz de Rolando Boldrin. A décima terceira
faixa é a divertida Moda da pinga, de Ochelcis Laureano,
mais conhecida na voz de Inezita Barroso. Só que aqui quem
interpreta são as vozes de Oswaldo Rios e Margareth Makiolke. A
bonita canção Invernada, de Renato Teixeira, é a próxima
música. Mais uma vez o violão de 12 de Natan Marques faz dupla com
Renato. Aqui ele também faz uma segunda voz. Outro belo momento do
CD é proporcionado por Passoca com uma de suas mais belas
composições: Sonora garoa. Além da voz, a viola caipira
também é sua, enquanto que o violão de 7 cordas é de Swami Jr.
Da grande dupla Alvarenga e Ranchinho, Teca Calazans interpreta Violeiro
triste, acompanhada do experiente violão de Heraldo do Monte. A
seguir vem a série das Mocinhas composta por Nhô Belarmino. A
primeira é As mocinhas da cidade, composta por Belarmino e
Gabriela. O intérprete é Pena Branca. Depois vem uma espécie de
resposta em As mocinhas do sertão, com Oswaldo Rios e
Margareth Makiolke. O CD termina com a belíssima Suíte do trem,
composta por Xavantinho. São três "vagões" que mostram
histórias de Minas Gerais. O Trem das Gerais, como primeiro
vagão, Maria louca, como segundo, e Zé Granfino,
como terceiro. Quem canta é Pena Branca, o eterno parceiro de
Xavantinho, junto com Renato Teixeira. Uma beleza. Obrigatório para
quem gosta e oportuno para quem quer ter um primeiro contato com a
boa música caipira. Lançamento Kuarup. Adquira o CD pela parceria
Página da Música - Gravadora Kuarup: clique na capa do disco e
entre diretamente no site da gravadora. (Sérgio
Fogaça)
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